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Tratou-se de um estudo descritivo-exploratório, de natureza quantitativa. Participaram 42 médicos e 67 enfermeiros, que responderam a um questionário semiestruturado e autoadministrado. Na análise utilizou-se estatística descritiva e os principais resultados mostraram que os idosos têm mais acesso aos profissionais por demanda espontânea, em decorrência de problemas crônicos, sobretudo, hipertensão e diabetes. A maioria dos médicos realizam nessa atenção atividades educativas e consultas, principalmente, e os enfermeiros atividades educativas e visitas domiciliares. Como dificuldades as duas categorias destacaram a escassez de treinamentos promovidos pelo município em temas relacionados ao envelhecimento, a descontinuidade do cuidado pelo restrito acesso do idoso à atenção especializada e falhas na contrarreferência. Concluiu-se que, embora comprometidos, os profissionais precisam de capacitações específicas referentes ao idoso, cabendo à gestão investir nesse sentido dando condições aos profissionais para planejar ações mais abrangentes que ultrapassem os limites de programas como o HIPERDIA. Ampliar o acesso do idoso à rede de saúde especializada também constitui uma medida fundamental.","abstract_html":"O envelhecimento tem sido um fenômeno mundial nas últimas décadas. No Brasil os idosos já representam quase 11% da população total do país, segundo último censo demográfico. Por sua vez, apesar de dispositivos como o Estatuto do Idoso e a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa a atenção à saúde desse grupo etário ainda é incipiente e merece ser discutida. O presente estudo teve como objetivo analisar a atuação do médico e do enfermeiro na atenção ao idoso na Estratégia Saúde da Família, no Distrito Sanitário VI, da cidade do Recife-PE. 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