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Dessa forma começou a se consolidar um corpo de conhecimento que procura dar conta da real dimensão da proximidade entre o espanhol e o português, especialmente, a partir da Lei 11.161/2005 ou “Lei do Espanhol”. Nesse marco, se impôs a necessidade de renovar os estudos linguísticos contrastivos entre o espanhol e o português. Procurando contribuir com essa tarefa, visamos analisar contrastivamente um aspecto da gramática do espanhol que constitui um cenário potencialmente conflitante para o aprendiz brasileiro: os contextos de ocorrência do modo subjuntivo. A dissertação se organiza em duas partes: enquanto os dois primeiros capítulos discutem a importância do conhecimento reflexivo da gramática no ensino de língua(s), os dois últimos abordam a análise dos contextos de ocorrência do subjuntivo na interface espanhol-português. Começaremos discutindo o alcance e os limites das analogias entre a aquisição e o aprendizado, à luz da caracterização biológica da linguagem. Seguidamente, situaremos essa discussão no contexto específico do ensino de espanhol no Brasil. Uma vez justificada a relevância da gramática contrastiva nesse contexto, abordaremos a problemática da seleção modal em espanhol e em português. Partiremos, finalmente, para a análise contrastiva dos contextos de ocorrência do subjuntivo em ambas as línguas, especialmente, em relação à produtividade do infinitivo flexionado e do futuro do subjuntivo em português, inexistentes no espanhol atual.","abstract_html":"Historicamente, as relações entre o espanhol e o português têm sido pensadas no Brasil com base nos pressupostos da proximidade entre ambas as línguas e da facilidade da língua espanhola para o brasileiro. Entretanto, nas últimas décadas alguns pesquisadores têm demonstrado que esse pressuposto funciona, na verdade, como um obstáculo epistemológico para o ensino-aprendizagem de espanhol a brasileiros. 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