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Ratos Wistar foram divididos em grupos referentes ao estado nutricional, com ninhadas contendo 03 ou 09 animais, e subdivididos quanto à suplementação com óleo de cártamo ou veículo no período do 7º ao 30º dia de vida por via oral. Após o período de suplementação, dados da murinometria, comportamento referente à ansiedade e memória episódica e registro eletrofisiológico foram coletados. Os resultados indicam que ratos criados em ninhadas com tamanho reduzido apresentaram aumento peso corporal, circunferência abdominal e torácica, comprimento corporal, índice de massa corporal e peso do fígado, quando os dados foram comparados com os respectivos controles. Os ratos submetidos à ingestão alimentar excessiva apresentaram maior ansiedade e redução da velocidade da depressão alastrante cortical (DAC). Por outro lado, o óleo de cártamo, independente do estado nutricional, apresentou maior velocidade de propagação da DAC. Além disso, todos os animais deste estudo foram bem sucedidos na tarefa de reconhecimento de objetos, com preferência em explorar o novo objeto. Os resultados sugerem que o estado nutricional na fase inicial da vida pode acarretar em prejuízos metabólicos, comportamentais e na excitabilidade cortical. Em contrapartida, o óleo de cártamo parece reverter o efeito do excesso alimentar sobre sistema nervoso.","abstract_html":"O excesso de peso representa um dos grandes problemas da sociedade. A alimentação saudável, incluindo o consumo dos ácidos graxos insaturados, exerce fator crucial na prevenção e tratamento das doenças ocasionadas pela obesidade, incluindo aquelas que acometem o sistema nervoso central. O objetivo deste estudo foi investigar, em ratos jovens, efeitos da ingestão alimentar excessiva associada a suplementação com óleo de cártamo sobre parâmetros metabólicos, comportamentais e eletrofisiológicos. 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