{"id":{"repo_id":"brazil-ufpe","oai_identifier":"oai:repositorio.ufpe.br:123456789/12851"},"canonical_url":"https://search.dev.ndltd.org/etd/brazil-ufpe/oai:repositorio.ufpe.br:123456789/12851","repository":{"repo_id":"brazil-ufpe","name":"Brazil UFPE","base_url":"https://repositorio.ufpe.br/oai/request"},"display":{"title":"Desvendando as práticas de alfabetização da EJA: o que pensam e propõem as professoras? O que aprendem e dizem os alunos?","abstract":"O presente estudo se propôs a investigar as práticas de alfabetização de professores da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e a contribuição dessas práticas para as aprendizagens dos alunos no que se refere à apropriação do Sistema de Escrita Alfabética (SEA), buscando perceber, nesse processo, as concepções das próprias professoras e dos alfabetizandos a respeito de tais práticas e sobre as aprendizagens construídas pelos alunos. Em nosso referencial teórico, apoiamo-nos nas ideias de importantes autores (Paulo Freire, Haddad e Di Pierro, Jane Paiva, Emilia Ferreiro, Magda Soares, Maria do Rosário Mortatti, Philippe Perrenoud, Anne Marie Chartier, entre outros), para discutir questões relacionadas à EJA, à alfabetização e à prática pedagógica, considerada aqui especificamente como prática docente. A pesquisa foi realizada nas salas de aula de duas professoras de turmas de alfabetização da EJA, de escolas públicas municipais da cidade de Camaragibe/PE. Como procedimentos metodológicos, utilizamos: a) Observações das aulas das alfabetizadoras, que resultaram na elaboração de 30 relatórios, contendo a descrição e transcrição de todas as aulas; b) Entrevistas e minientrevistas semiestruturadas com as professoras e seus alunos, que nos ajudaram a traçar o perfil dos sujeitos e a perceber o ensino da leitura e da escrita, bem como as aprendizagens dos alunos do ponto de vista de quem ensina e de quem aprende; c) Aplicação de atividades de escrita e leitura de palavras com os alunos, no início e no final do estudo, para percebermos a evolução dos mesmos no processo de alfabetização. Os resultados apontaram que uma das professoras buscou investir mais do que a outra no ensino sistemático da escrita alfabética. Em ambos os cotidianos práticos, principalmente no da professora Selma, observamos, por um lado, a presença ainda marcante dos “antigos” métodos de alfabetização e, por outro, constatamos as dificuldades e a angústia das docentes para incluir as “novas” práticas em seus modos de fazer, o que se tornava mais evidente nos momentos dedicados à realização de atividades de produção textual com os alunos. Apesar de termos percebido que houve um maior avanço na aprendizagem da turma da professora Selma, verificamos que, tanto nessa turma como na outra, os progressos dos alunos foram abaixo daqueles esperados. Sendo assim, os resultados da pesquisa apontam que as práticas investigadas por nós parecem ter contribuído pouco para os alunos tornarem-se pessoas alfabetizadas.","abstract_html":"O presente estudo se propôs a investigar as práticas de alfabetização de professores da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e a contribuição dessas práticas para as aprendizagens dos alunos no que se refere à apropriação do Sistema de Escrita Alfabética (SEA), buscando perceber, nesse processo, as concepções das próprias professoras e dos alfabetizandos a respeito de tais práticas e sobre as aprendizagens construídas pelos alunos. Em nosso referencial teórico, apoiamo-nos nas ideias de importantes autores (Paulo Freire, Haddad e Di Pierro, Jane Paiva, Emilia Ferreiro, Magda Soares, Maria do Rosário Mortatti, Philippe Perrenoud, Anne Marie Chartier, entre outros), para discutir questões relacionadas à EJA, à alfabetização e à prática pedagógica, considerada aqui especificamente como prática docente. 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