Back to results

Universidade Federal de Pernambuco

Estudos sobre fungos gasteroides (Basydiomicota) no Nordeste brasileiro

Abstract

dc:description.abstract

Os fungos gasteroides, também conhecidos como gasteromicetos, estão representados por diversas linhagens distintas de Agaricomycetes que, embora não compartilhem da mesma ancestralidade, possuem similaridades intrigantes, como os basidiomas angiocárpicos que apresentam liberação passiva dos basidiosporos. Análises filogenéticas recentes vêm provocando significativas alterações na classificação dos fungos gasteroides, especialmente, em níveis hierárquicos elevados, como classe e ordem. Atualmente, cerca de 250 espécies de gasteromicetos são registradas para o Brasil, sendo 62 conhecidas para região Nordeste. Neste trabalho foi realizado um novo inventário dos fungos gasteroides em áreas de Mata Atlântica e Caatinga localizadas em seis estados da região Nordeste (Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte). Para isso, foram efetuadas coletas de maio de 2010 a agosto de 2012 e adicionalmente, foram realizadas revisões de coleções depositadas nos Herbários UFRN, URM e BPI. As análises das macro e microestruturas seguiram a metodologia utilizada tradicionalmente em estudos taxonômicos de gasteromicetos. Foram identificadas 71 espécies distribuídas em 17 gêneros [Abrachium (01), Bovista (07), Calvatia (05), Clathrus (05), Disciseda (05), Geastrum (24), Langermannia (01), Morganella (05), Mutinus (05), Myriostoma (01), Phallus (01), Podaxis (01), Pisolithus (01), Scleroderma (01), Staheliomyces (01), Tulostoma (05) e Vascellum (02)] e cinco famílias (Agaricaceae, Clathraceae, Geastraceae, Phallaceae e Sclerodermataceae). Destas, oito espécies são novas para a ciência, 24 constituem novos registros para o Brasil e 38 para o Nordeste. Agaricaceae (=Lycoperdaceae) esteve presente em todas as áreas, sendo a família mais representativa em número de gêneros e espécies, sete e 31 respectivamente. Geastrum foi o gênero mais representativo, com maior número de espécies, que predominaram nas áreas úmidas. Disciseda e Tulostoma predominaram na vegetação de Caatinga. Com estes resultados, temos um acréscimo de cerca de 37% no número de espécies de fungos gasteroides ocorrentes na micobiota nordestina. Assim, este estudo ampliou significativamente o conhecimento sobre os gasteromicetos no Nordeste brasileiro, nos domínios fitoecológicos da Caatinga e Mata Atlântica.

Degree

thesis:*
Grantor dc:publisher
Universidade Federal de Pernambuco
Year dc:date.issued
2013

Author and committee

dc:creator, dc:contributor.*
Author dc:creator
  • SILVA, Bianca Denise Barbosa da
Advisor dc:contributor.advisor
  • BASEIA, Iuri Goulart

Subjects

dc:subject × 5

Rights

dc:rights
Statement dc:rights
  • openAccess
  • Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
Language dc:language.iso
por

Identifiers

dc:identifier.*
Repository record dc:identifier.uri
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/12792
OAI identifier oai:identifier
oai:repositorio.ufpe.br:123456789/12792

Chain of custody

source
Harvested from
Brazil UFPE
Base URL
repositorio.ufpe.br/oai/request
Last updated
2026-07-24
Source record
OAI-PMH GetRecord
citation

SILVA, Bianca Denise Barbosa da. Estudos sobre fungos gasteroides (Basydiomicota) no Nordeste brasileiro. Universidade Federal de Pernambuco, 2013. https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/12792