{"id":{"repo_id":"brazil-ufpe","oai_identifier":"oai:repositorio.ufpe.br:123456789/11930"},"canonical_url":"https://search.dev.ndltd.org/etd/brazil-ufpe/oai:repositorio.ufpe.br:123456789/11930","repository":{"repo_id":"brazil-ufpe","name":"Brazil UFPE","base_url":"https://repositorio.ufpe.br/oai/request"},"display":{"title":"Potencial antimicrobiano de plantas da caatinga utilizadas na medicina tradicional como antiinflamatórias","abstract":"A etnobotânica tem demonstrado ser uma ferramenta de grande importância quando se deseja obter plantas com atividade biológica. Espécies vegetais para as quais é atribuída atividade antiinflamatória podem levar a uma melhora no quadro devido a ação antimicrobiana, combatendo o patógeno causador da inflamação. No presente trabalho buscou-se avaliar se um conjunto de plantas utilizadas popularmente como antiinflamatórias já teve sua atividade antimicrobiana testada e comprovada; avaliar o poder antioxidante dessas espécies e a dosagem de fenóis totais, taninos e cumarinas, avaliar a atividade antimicrobiana e modulatória de Crateva tapia L., bem como determinar o perfil químico de seu extrato hidroalcoólico. Baseado em estudo etnobotânico prévio, foram coletadas cascas de caule das espécies vegetais, de um remanescente de Caatinga do estado de Pernambuco, indicadas para o referido uso. A ação antioxidante foi avaliada pela capacidade dos antioxidantes presentes nas amostras de captarem o radical livre DPPH e pelo poder quelante da amostra através do método de FIC. A dosagem de fenóis totais e taninos foi realizada pelo método de Folin-Ciocalteau e a dosagem de cumarinas pelo método de acetato de chumbo. O perfil químico da espécie C. tapia foi avaliado através de testes colorimétricos e de precipitação. A atividade antimicrobiana e moduladora do extrato bruto hidroalcólico de C. tapia foi avaliada frente à cepas multirresistentes de Escherichia coli, Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa, todas isoladas de feridas cirúrgicas. Das 24 espécies vegetais descritas em estudo etnobotânico prévio, com uso popular para tratar inflamações, 20 já tiveram sua atividade antimicrobiana avaliada e comprovada por pelo menos um estudo, o que reforça a teoria de que uma espécie utilizada como antiinflamatória pode ser também possuidora de atividade antimicrobiana. No estudo etnobotânico a espécie com maior saliência foi Myracrodruon urundeuva (Aroeira), sendo esta a que obteve maior conteúdo de fenóis totais e taninos. Já em relação à dosagem de cumarinas, a espécie que teve um maior conteúdo deste metabólito foi Guapira laxa (Piranha), sendo essa espécie uma das que obteve a menor saliência. Quanto à atividade antioxidante de captura de radicais livres, a espécie que apresentou maior atividade à uma concentração de 25 μg/mL foi Anadenanthera colubrina (angico). Handroanthus impetiginosus (Ipê-roxo) foi a espécie que apresentou maior atividade quelante, sendo capaz de quelar 44,49% do íon ferro II a uma concentração de 400 μg/mL. Verificamos que os parâmetros químicos avaliados nesse estudo não possuem nenhum tipo de correlação com o índice etnobotânico “saliência”. Dentre as espécies estudadas, selecionamos C. tapia para realizar estudo de atividade antimicrobiana e moduladora de antibiótico. No ensaio fitoquímico detectou-se a presença de fenóis e alcalóides. O extrato modulou a resistência ao antibiótico Amicacina frente a S. aureus sinergicamente, diminuindo o MIC de 312,5 para 39,06 μg/mL (redução de 87,5%). O mesmo aconteceu para o antibiótico Gentamicina, tanto frente a S. aureus, quanto frente a P. aeruginosa. Em ambos os casos o MIC reduziu de 312,5 para 78,12 μg/mL, sendo esta uma redução de 75%. Este estudo forneceu valiosas informações sobre as plantas estudadas permitindo o direcionamento de futuras pesquisas com estas espécies da Caatinga.","abstract_html":"A etnobotânica tem demonstrado ser uma ferramenta de grande importância quando se deseja obter plantas com atividade biológica. Espécies vegetais para as quais é atribuída atividade antiinflamatória podem levar a uma melhora no quadro devido a ação antimicrobiana, combatendo o patógeno causador da inflamação. 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A dosagem de fenóis totais e taninos foi realizada pelo método de Folin-Ciocalteau e a dosagem de cumarinas pelo método de acetato de chumbo. O perfil químico da espécie C. tapia foi avaliado através de testes colorimétricos e de precipitação. A atividade antimicrobiana e moduladora do extrato bruto hidroalcólico de C. tapia foi avaliada frente à cepas multirresistentes de Escherichia coli, Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa, todas isoladas de feridas cirúrgicas. Das 24 espécies vegetais descritas em estudo etnobotânico prévio, com uso popular para tratar inflamações, 20 já tiveram sua atividade antimicrobiana avaliada e comprovada por pelo menos um estudo, o que reforça a teoria de que uma espécie utilizada como antiinflamatória pode ser também possuidora de atividade antimicrobiana. No estudo etnobotânico a espécie com maior saliência foi Myracrodruon urundeuva (Aroeira), sendo esta a que obteve maior conteúdo de fenóis totais e taninos. 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Já em relação à dosagem de cumarinas, a espécie que teve um maior conteúdo deste metabólito foi Guapira laxa (Piranha), sendo essa espécie uma das que obteve a menor saliência. Quanto à atividade antioxidante de captura de radicais livres, a espécie que apresentou maior atividade à uma concentração de 25 μg/mL foi Anadenanthera colubrina (angico). Handroanthus impetiginosus (Ipê-roxo) foi a espécie que apresentou maior atividade quelante, sendo capaz de quelar 44,49% do íon ferro II a uma concentração de 400 μg/mL. Verificamos que os parâmetros químicos avaliados nesse estudo não possuem nenhum tipo de correlação com o índice etnobotânico “saliência”. Dentre as espécies estudadas, selecionamos C. tapia para realizar estudo de atividade antimicrobiana e moduladora de antibiótico. No ensaio fitoquímico detectou-se a presença de fenóis e alcalóides. 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