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Para isso, iniciamos por analisar alguns embates políticos e doutrinários travados na instituição, de modo intenso a partir de 1962, quando um segmento presbiteriano desejava propagar uma teologia que respondesse às demandas políticas e sociais do país, enquanto outro grupo acreditava que a Igreja não deveria manter essa discussão, por entender que tais questões eram restritas ao Estado. Conflitos que, de certa maneira, nos permitem compreender o comportamento de setores da Igreja, quando ocorre o Golpe de 1964 e durante parte do Regime civil-militar. Em outros termos, podemos formular essa questão da seguinte maneira: que relação manteve essa instituição religiosa com o Regime civil-militar, sobretudo, até meados da década de 1970, quando a documentação registra com uma frequência significativa essa relação? A tese, procura exatamente responder de maneira coerente essa problemática mantendo um estreito diálogo com a historiografia sobre o período e a documentação disponível.","abstract_html":"Este trabalho busca investigar uma série de discursos e práticas utilizadas por setores da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) durante a década de 1960 e 1970. Mais precisamente, procuramos entender qual foi o comportamento da IPB quando tínhamos no Brasil um regime de exceção. Para isso, iniciamos por analisar alguns embates políticos e doutrinários travados na instituição, de modo intenso a partir de 1962, quando um segmento presbiteriano desejava propagar uma teologia que respondesse às demandas políticas e sociais do país, enquanto outro grupo acreditava que a Igreja não deveria manter essa discussão, por entender que tais questões eram restritas ao Estado. 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