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É um cortejo realizado com musica e dança, estruturado em corte e batuque, para celebrar a coroação do casal real e as divindades afro-brasileiras e/ou os antepassados negros. A corte simboliza o poder do sagrado, classificada como feminina, o batuque é masculino, encarnando um poder temporal, divisão que aparenta uma neutralidade de gênero com distribuição relativamente equitativa de poder. Entretanto, no nível das práticas, geramse disputas entre mestres (símbolo do batuque) e rainhas (símbolos da corte), consoante ocupem a posição de presidente dos grupos. Os instrumentos são classificados por gênero e demandam performances corporais adequadas, independente se quem executa é homem ou mulher, rebatendo na constituição de subjetividades de homens e mulheres. A inclusão de homens travestidos reforça estes aspectos dentro do maracatu","abstract_html":"O trabalho tentou compreender as relações de gênero nos grupos de maracatu-nação do Recife e Região Metropolitana. 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