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Esta pesquisa, de natureza jurídico-sociológica, utilizou-se basicamente o método de abordagem indutivo, pois partiu de um caso particular, ou seja, reflexões sobre as vivências educativas com as crianças da comunidade quilombola de Paratibe, na busca de um resultado geral. Ademais, dois métodos de procedimento foram utilizados dialogicamente: o histórico e o interpretativo. O primeiro consiste em investigar acontecimentos, processos e instituições do passado para verificar a sua influência na sociedade de hoje. Enquanto que o segundo método, a partir dos próprios dados fornecidos pela comunidade, busca propor e resolver as questões da pesquisa. Essa educação (popular) em Direitos Humanos é capaz de identificar os desafios e as possíveis soluções para fomentar, estimular, promover a cultura dos direitos humanos mediante o exercício de práticas educativas dialógicas e humanizadoras, construtoras de uma cidadania multicultural que enfrente todas as formas de discriminação e violação dos direitos humanos. Por fim, defende-se que o ponto de partida para a solução da problemática é o fortalecimento e manutenção da identidade quilombola. Ademais, a ausência de dispositivos legais não é o entrave-chave para a não efetivação de uma educação das relações étnico-raciais nas redes de ensino, mas sim o tipo de metodologia de ensino aplicado com os educandos em sala de aula que predominantemente a concepção tradicional, incapaz de sensibilizar qualquer ser humano para a vivência em direitos humanos. Ao final, pôde-se constatar que a presente pesquisa não terminará neste trabalho de conclusão de curso (TCC).","abstract_html":"A partir das vivências educativas em Direitos Humanos, experienciadas pela pesquisadora ao longo de sua vida acadêmica, oportunizadas pelo NEP-Flor de Mandacaru (2009), pelas duas vigências do PIBIC (2010-2011/2011-2012) e de dois Editais (2011/2012) da FUNJOPE (Fundação Cultural de João Pessoa), nas comunidades, quilombola de Paratibe e de pescadores da Praia da Penha, e na Escola Municipal Radegundis Feitosa, surgiu a iniciativa da presente pesquisa monográfica intitulada “Direitos Humanos e Educação Popular para a garantia de uma cidadania multicultural nas comunidades tradicionais quilombolas”, cujo principal objetivo foi refletir em que medida a Educação (Popular) em Direitos Humanos promove a sensibilização para uma educação das relações étnico-raciais (Lei Nº 10.639/2003) que possibilite o fortalecimento identitário das comunidades tradicionais quilombolas e, conseqüentemente, luta pela efetivação dos direitos sociais dentro das comunidades tradicionais quilombolas, a fim de alterar suas condições de vida e de compensar a injustiça histórica cometida contra a população negra brasileira. 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