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Devido à sua alta perecibilidade, não permite que algumas regiões tenham a opção do consumo in natura, havendo a necessidade de tecnologias que ajudem no prolongamento da vida pós-colheita do fruto. O presente trabalho objetivou avaliar o comportamento pós-colheita dos frutos de cajá revestidos com goma arábica e armazenados em condições de comercialização. O experimento foi realizado utilizando-se 6 lotes de frutos e 2 tratamentos: controle (C) sem revestimentos, e revestidos com goma arábica 10% (R). Foram realizadas análises para determinar as características morfológicas do fruto, parâmetros físico-químicos e compostos bioativos. A perda de massa e da firmeza foi superior no tratamento R ao longo dos dias de armazenamento, a coloração para ângulo Hue, apresentou diferença significativa no 5° e 16° dia, para o croma mostrou-se uma intensificação na tonalidade com o armazenamento, variando de amarelo a alaranjada brilhante no tratamento R. Houve aumento para o teor de sólidos solúveis totais, para o pH ocorreu um aumento seguido de redução, a acidez reduziu com armazenamento, para os açúcares houve oscilação no conteúdo em ambos os tratamentos. O conteúdo de ácido ascórbico nos tratamentos C e R reduziram ao longo do armazenamento e o conteúdo de compostos fenólicos, apresentou superior no tratamento C, já para atividade antioxidante em termos de DPPH e FRAP o tratamentos R obteve maior concentração. Os resultados obtidos demonstraram eficiência da aplicação da goma arábica nos frutos de cajá no que se refere ao conteúdo de compostos fenólicos e das substâncias responsáveis pela atividade antioxidante, enquanto que para perda de massa e firmeza não foi efetivo para evitar a perda.","abstract_html":"O cajá está entre o rol de frutíferas promissoras que, apesar de apresentarem perspectivas de aproveitamento econômico, têm sido exploradas na maioria das vezes de forma extrativista, devido à falta de informações que justifiquem sua exploração comercial, tendo um grande potencial de comercialização para consumo como fruta fresca e processamento de polpa devido ao seu sabor exótico, excelente qualidade nutricional e valor comercial. Devido à sua alta perecibilidade, não permite que algumas regiões tenham a opção do consumo in natura, havendo a necessidade de tecnologias que ajudem no prolongamento da vida pós-colheita do fruto. 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