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Por intermédio da produção audiovisual, gerada pelo projeto Ocupa Educação do PIBID, a análise está centrada em experiências de campo em escolas públicas de Niterói, em um acervo de mais de 10 horas de gravação que geraram material audiovisual sobre o cotidiano das ocupações, os conflitos, as relações pedagógicas e também percepções relatadas pelos estudantes. Os objetivos do presente trabalho foram localizar esse levante estudantil em um fluxo de intensificação das resistências a partir do relato de ações coletivas, configurando novos formatos que não mais o dos tradicionais movimentos estudantis; pensar sobre algumas políticas neoliberais às quais se contrapõem essas resistências; perceber as relações de poder dentro da escola e o local do professor em meio a elas; e, ainda, pensar sobre o caráter pedagógico do engajamento político desses jovens","abstract_html":"No primeiro semestre de 2016, mais de setenta escolas da Rede Estadual de Educação foram ocupadas por estudantes no Rio de Janeiro. Essa estratégia herda o formato do movimento estudantil chileno ocorrido em 2006 e 2011 e das ocupações de escolas da educação básica em São Paulo ocorridas em 2015. 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