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É necessário reavermos a questão da cidadania e direito à cidade, e o que destes direitos fazem parte da história e da memória do povo da favela, sendo reafirmados ou não nos discursos, principalmente, das escolas, lugares de formação de seus moradores e reprodução de expectativas. Neste artigo, proponho-me a observar a parcela desta população das favelas atendida pela rede pública municipal de educação com o objetivo de analisar as consequências pedagógicas da pacificação para o processo de ensino-aprendizagem e, principalmente, para a construção de uma memória e identidade através de suas próprias vozes. A partir de uma breve pesquisa de campo em duas das escolas do entorno da favela Santa Marta, primeira a ser pacificada, em 2008, podemos avaliar a construção cotidiana desta memória, bem como os planos de desenvolvimento de uma educação pública de qualidade","abstract_html":"Nos últimos anos, a cidade do Rio de Janeiro vem passando por muitas transformações com o objetivo de atender a requisitos internacionais de desenvolvimento, como a instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nas favelas como política de segurança pública. Em contrapartida, as formas de sociabilidade e representação de seus moradores são modificadas a partir deste modelo. É necessário reavermos a questão da cidadania e direito à cidade, e o que destes direitos fazem parte da história e da memória do povo da favela, sendo reafirmados ou não nos discursos, principalmente, das escolas, lugares de formação de seus moradores e reprodução de expectativas. 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