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Assim, o uso não sustentável do solo tem levado à sua degradação em todo o mundo, em particular, no Brasil, incluindo várias áreas fluminenses. Este cenário também tem sido agravado pelas mudanças climáticas. Estes processos vêm ocorrendo em velocidade relativamente alta (em termos geomorfológicos) e as consequências são óbvias: aumento nas taxas de erosão e sedimentação em nível de paisagem, que levam à deterioração física, química e biológica do solo, afetando cursos dos rios e a qualidade da água nos reservatórios em geral. Pensando em tecnologias para medição desses processos de degradação, essa tese teve como objetivo a implementação de técnicas inovadoras de EASI (Análise Elementar para Isótopos Estáveis), CSSI (Análise de Isótopos Estáveis para Compostos Específicos) e MIRS (Espectroscopia de Infravermelho Médio) no Laboratório de Radioecologia e Alterações Ambientais (LARA) da UFF. Esta infraestrutura permitiu obter capacidade científica e técnica para realizar o estudo da distribuição espacial do aporte sedimentar na bacia hidrográfica dos rios Guapi-Macacu e verificar que uma das atividades agrícolas (plantação de cana-de-açúcar) e os bancos de erosão possuem práticas não sustentáveis de manejo.","abstract_html":"A mitigação da degradação ambiental é reconhecida como um dos principais desafios para garantir a produção sustentável de alimentos e o abastecimento de água no século XXI. Associado ao crescimento da população mundial, o aumento exponencial da demanda de alimentos acelerou a expansão de atividades agropecuárias e florestais. Áreas de alta vulnerabilidade, como zonas costeiras, áridas e semiáridas, de florestas tropicais e subtropicais e de regiões montanhosas têm sido drasticamente afetadas. Assim, o uso não sustentável do solo tem levado à sua degradação em todo o mundo, em particular, no Brasil, incluindo várias áreas fluminenses. 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