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Porto Alegre: Editora PUCRS, 2000) despertou-me o interesse em analisar o método de ensino nas universidades da Idade Média. Neste período, sacerdotes e intelectuais escolhiam textos clássicos de filosofia e da Sagrada Escritura, com a finalidade de provocar o prazer do aprendizado nos alunos e de intensificar a vida espiritual usando os seguintes métodos: lectio, expositio, quaestio e disputatio. O primeiro termo significa - leitura de texto que era feito pelo docente aos alunos, a expositio era a exposição dos possíveis fatos, já a quaestio era análise das questões e/ou problemas tratados nos textos e a disputatio era o possível debate e reflexões das questões apresentadas no texto. Esse modelo de ensino apresentado nas Universidades Medievais permitiu a produção de novos conhecimentos. Assim, o capítulo primeiro subdividido em dois terá: (1) apresentação das escolas anteriores às universidades, na tentativa de compreender melhor o surgimento das universidades. De forma breve retrataremos as escolas monacais no Oriente e no Ocidente, as escolas presbiterais ou paroquiais, as escolas episcopais, as escolas palatinas e as escolas dos irmãos da vida comum. (2) apresentação da origem das universidades medievais incluindo as modalidades de sua gênese e a expansão numérica. O capítulo segundo subdividido em dois terá: (1) apresentação do conceito e método de ensino característico do período medieval em que os textos clássicos e da Sagrada Escritura eram estudados, assim como a apresentação dos filósofos Pedro Aberlado e Tomás de Aquino e suas relações com o método de ensino na Universidade Medieval. (2) apresentação do modelo de ensino do século XX, a partir da análise didática dos textos de Paulo Freire para exemplificar o método de ensino na contemporaneidade. Ao analisar os métodos de ensino (lectio, expositio, quaestio e disputatio) na Universidade Medieval demonstrarei se a aplicação destes métodos por filósofos medievais aos alunos como forma de transmissão do conhecimento trouxe algum benefício para a sociedade da época. Com isso traçarei os argumentos de cada filósofo medieval e do educador contemporâneo para mostrar semelhanças e/ou diferenças quanto ao método de ensino aplicado e utilizado nos segmentos de ensino. Desta forma, ao apresentar o trabalho sobre o método de ensino nas Universidades Medievais veremos se o modelo medievalista em algum momento do século XIII em Paris foi questionado na qualidade (a quem ensinar e como ensinar), assim como se o ensino deveria ser pago, pois para os filósofos o aprendizado de temas como ética, virtude etc deveria ser algo prazeroso.","abstract_html":"O objetivo do trabalho de conclusão de curso será expor e analisar o método de ensino nas Universidades Medievais, contudo destacarei a Universidade de Paris do século XIII. Esta escolha se deu durante o meu período de formação, ao estudar disciplina pedagógica em que os professores apresentaram métodos de ensino, tais como tradicional, construtivista, montessoriano entre outros. A variedade de método e o texto de filosofia (ULLMANN, Reinholdo Aloysio. A Universidade Medieval. Porto Alegre: Editora PUCRS, 2000) despertou-me o interesse em analisar o método de ensino nas universidades da Idade Média. 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O primeiro termo significa - leitura de texto que era feito pelo docente aos alunos, a expositio era a exposição dos possíveis fatos, já a quaestio era análise das questões e/ou problemas tratados nos textos e a disputatio era o possível debate e reflexões das questões apresentadas no texto. Esse modelo de ensino apresentado nas Universidades Medievais permitiu a produção de novos conhecimentos. Assim, o capítulo primeiro subdividido em dois terá: (1) apresentação das escolas anteriores às universidades, na tentativa de compreender melhor o surgimento das universidades. De forma breve retrataremos as escolas monacais no Oriente e no Ocidente, as escolas presbiterais ou paroquiais, as escolas episcopais, as escolas palatinas e as escolas dos irmãos da vida comum. (2) apresentação da origem das universidades medievais incluindo as modalidades de sua gênese e a expansão numérica. 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