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Em menor grau, será considerado o fato de os dois autores pertencerem à chamada literatura de exílio, o que implica um distanciamento físico da terra natal, porém com a permanência – por vezes acentuada – da relação afetiva do sujeito com sua terra natal, principalmente com sua língua materna","abstract_html":"O presente trabalho pretende investigar como corpo e memória, observados dentro do aspecto da distância enquanto categoria antropológica, são encenados nos poemas de Hilde Domin (1909-2006) e Jorge de Sena (1919-1978), a partir de uma perspectiva da antropologia literária. Para as apreciações teóricas em relação à distância, concentro-me na antropologia filosófica de Hans Blumenberg e Helmuth Plessner, sobretudo na ideia da excentricidade humana. Esta excentricidade é expressada na própria obra de arte, no caso, os poemas, que permitem ao ser humano observar a si próprio e abrir um espaço de reflexão. 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