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Nesse sentido, surgem as concepções de economia solidária e emancipação social como alternativas, não somente para a geração de trabalho e renda, mas igualmente vislumbrando a participação e a potencialidade de transformação social desses indivíduos, que poderia acarretar sua emancipação para além dos muros dos empreendimentos de que faz parte. Assim, este estudo buscou analisar de que forma a emancipação social dos indivíduos pode ser vivenciada a partir da participação em empreendimentos solidários e suas implicações. Foram realizadas revisões de literatura acerca das dimensões principais de estudo, a economia solidária e a emancipação social. Em termos de metodológicos, adotou-se a pesquisa qualitativa, sendo a coleta de dados por meio de pesquisa documental, pesquisa bibliográfica, entrevista em profundidade e grupo focal. Para a análise dos dados se tomou por base a análise de conteúdo. Os resultados do estudo demonstraram que inicialmente seria muito difícil o atingimento da emancipação social através de empreendimento solidário, tendo em vista os empreendimentos estudados, com pouco tempo de existência e num contexto capitalista. Contudo, em uma análise mais cuidadosa, foi possível notar indícios de emancipação social a partir da persistência na causa, acumulação de maior número de anos de experiência e busca da vivência solidária.","abstract_html":"As desigualdades econômicas e sociais no Brasil tem sido evidentes desde o início da República, para não remontar a períodos anteriores. Contudo, nas últimas décadas, a partir da aquisição de novos direitos e garantias sociais, fica a cada momento mais perceptível um persistente empenho para a homogeneização da cultura mundial, por meio da globalização, que se mostra segmentária, opressora e excludente. 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