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Niterói

Paciente crônico: ser ou não ser, eis a questão: uma etnografia com jovens com sorologia positiva para o VIH

Abstract

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Ao longo das quase quatro décadas que convivemos com o Vírus da Imunodeficiência Adquirida sua administração clínica sofreu mudanças consideráveis. O prolongamento temporal impõe aos sujeitos VIH+ pre) posicionamentos no agenciamento da vida e da enfermidade a partir da perspectiva de uma doença de longa duração. Necessidade de adequação dos hábitos e comportamentos, frequente interação com serviços e profissionais da saúde e uso contínuo de medicamentos – além da convivência com os impactos sociais, subjetivos e mesmo físicos da enfermidade – são algumas das questões. O objetivo desta pesquisa foi compreender e os sentidos e significados atribuídos à convivência com a doença e suas consequentes implicações. Foram realizadas seis entrevistas abertas em profundidade com jovens VIH+ de camadas populares, de ambos os sexos, de transmissão materno-infantil entre 18 e 22 anos. A partir de uma questão disparadora, espraiamos para dimensões da vida dos jovens referentes à revelação do diagnóstico, relações afetivas e representações do vírus, do tratamento e da doença. O material produzido foi analisado a partir de uma perspectiva socioantropológica que se ancorou na análise temática. Os resultados indicam que os antirretrovirais têm centralidade nos discursos e são vistos como responsáveis pela manutenção da saúde. A normalidade como eixo estruturante do diagnóstico contrastou com o fato de que a maioria dos entrevistados preferia manter segredo sobre sua sorologia. O ativismo aparece como forma de encontrar lugar para a sorologia no curso da vida e como estratégia acionada para lidar com o cotidiano após o diagnóstico. No campo da sexualidade, a possibilidade de compartilhar a gestão de cuidados com os parceiros, o medo de ser rejeitado e a enorme preocupação com a possibilidade de infectar alguém formam um caudaloso misto de experiências. Enfim, os dados apontam que as fronteiras entre os sentidos e experiências do “agudo” e “crônico” não são um Aqueronte a ser transposto, mas dois lados que se tocam

Degree

thesis:*
Grantor
Niterói
Year dc:date.issued
2016

Author and committee

dc:creator, dc:contributor.*
Author dc:creator
  • Gonçalves, Rafael Agostini Valença Barreto
Advisor dc:contributor.advisor
  • Franco, Tulio Batista

Rights

dc:rights
Statement dc:rights
  • Open Access
Language dc:language.iso
pt_BR

Identifiers

dc:identifier.*
Repository record dc:identifier.uri
https://app.uff.br/riuff/handle/1/5089
OAI identifier oai:identifier
oai:app.uff.br:1/5089

Chain of custody

source
Harvested from
Brazil UFF
Base URL
app.uff.br/oai/request
Last updated
2026-07-27
Source record
OAI-PMH GetRecord
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Gonçalves, Rafael Agostini Valença Barreto. Paciente crônico: ser ou não ser, eis a questão: uma etnografia com jovens com sorologia positiva para o VIH. Niterói, 2016. https://app.uff.br/riuff/handle/1/5089