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A matéria prima é o saber anterior do educando através do seu entendimento acerca da luta pela sobrevivência e transformação da sociedade enquanto atores no contexto social vivido. A atuação das academias em preparar os estudantes para os desafios do trabalho em saúde é um processo dinâmico, não estático. O movimento de mudança na formação dos profissionais de e as alterações curriculares ainda não foram capazes de provocar efeitos profundos e convergentes para uma prática mais otimizada na relação educador – educando e em defesa do SUS. Os objetivos são: Identificar como ocorre a construção dos saberes nos cenários de práticas em saúde na formação acadêmica do enfermeiro; descrever a percepção do acadêmico de enfermagem quanto às contribuições da Educação Popular nos espaços de prática em saúde; analisar a influência da Educação Popular na formação acadêmica do enfermeiro. Trata-se de um estudo exploratório descritivo, abordagem qualitativa. Os sujeitos participantes do estudo foram vinte acadêmicos de enfermagem da Universidade Federal Fluminense que estivessem cursando a partir do sexto período a graduação. Como coleta de dados, foi realizada uma entrevista semi – estruturada com um roteiro contendo perguntas abertas. Quanto aos procedimentos de análise optou-se pela análise de conteúdo através de Bardin. A partir da análise de dados, emergiram as seguintes categorias: construção dos saberes dos acadêmicos nos cenários de prática frente aos saberes da população; espaços de Educação Popular em Saúde na formação acadêmica do enfermeiro; as influências da Educação Popular em Saúde na formação do acadêmico de enfermagem. Os acadêmicos trouxeram características importantes que são a base da Educação Popular, como a valorização do conhecimento da população, a importância da troca de saberes entre o educador e educando e vivência da realidade da população como forma de obtenção de conhecimento e acréscimo ao saber acadêmico. 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