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No entanto estas concepções parecem que, gradativamente, trilham processos de mudanças, e o exemplo é o reconhecimento da consulta de enfermagem (CE) como uma atividade privativa do enfermeiro. O objeto do estudo é o papel do enfermeiro no Programa de Saúde da Família (PSF). Objetiva-se conhecer o papel do enfermeiro na visão do usuário que acessa estes serviços de atenção primária em saúde. É um estudo quali-quantitativo do tipo descritivo-exploratório, desenvolvido através de um trabalho de campo que utilizou entrevista semi-estruturada para a coleta de dados. Os cenários foram três unidades do PSF localizadas no município de Itaboraí – RJ. Os sujeitos foram 36 usuários cadastrados nas unidades. Com os dados emergiram 3 categorias: As diferentes formas de reconhecimento da identidade social do enfermeiro pelo usuário; Sobre os saberes e práticas do enfermeiro na visão do usuário; As possibilidades de ações do enfermeiro diante das demandas. O estudo constatou que, devido a diferentes fatores, o papel do enfermeiro nas unidades primárias de saúde pesquisadas, ainda é confuso, e muitas vezes este profissional é confundido com o técnico de enfermagem ou sendo identificado como médico. O usuário constrói e ou mantém em seu ideário uma imagem do enfermeiro que trafega entre a valorização e o não reconhecimento: Ao gerir os cuidados (resolver diferentes problemas) é reconhecido, ao distanciar-se do usuário é subvalorizado. No entanto há indícios de mudanças nesta concepção.","abstract_html":"O enfermeiro é um profissional que tem historicamente como o ancoradouro de suas ações o processo de cuidar do outro. Tarefa complexa, onde estão envolvidos valores, culturas, experiências de vida, e no qual participam o profissional, o usuário e a família. 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