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O avanço dessa proposta é possível através de uma bibliografia que estuda especialmente o patriarcado como sistema, profundamente enraizado e perpetuado ao longo dos séculos, e como ele continua a moldar a subjetividade feminina e as dinâmicas sociais até os dias de hoje, condicionando-as, em alguma medida a perpetuação da situação que a vulnerabiliza. Para estruturar esta análise, foram observados grupos de apoio voltados para mulheres no Facebook, bem como as narrativas compartilhadas nesses ambientes de encontro e troca de experiências cotidianas. Ao investigar esses grupos, o estudo busca compreender como são as percepções de si mesmas das mulheres e como influenciam suas relações emocionais, revelando dinâmicas de poder, controle e autonomia que refletem estruturas patriarcais históricas. Este exame crítico das interações em rede pretende oferecer uma compreensão ampliada sobre como os ambientes digitais potencializam a construção e, simultaneamente, a superação da dependência emocional, configurando-se como espaços significativos de apoio para mulheres. Ao evidenciar as diferenças entre as interações sociais mediadas digitalmente e aquelas que ocorrem em espaços físicos, a pesquisa contribui para o campo dos estudos de mídia e gênero, ressaltando a importância das redes como dispositivos de acolhimento e transformação. Conclui-se que, embora as redes sociais reproduzam alguns padrões tradicionais, elas também oferecem possibilidades inovadoras de resistência, autonomia e construção de novas subjetividades femininas, essenciais para o avanço em direção a uma sociedade mais igualitária.","abstract_html":"Esta dissertação expõe os achados da pesquisa sobre a utilização dos espaços midiáticos como apoio ao tratamento da dependência emocional entre mulheres, a partir das interações nas redes sociais. A intenção é promover um debate e analisar os impactos dessas interações na vida cotidiana das mulheres, destacando como as redes digitais são potencialmente capazes de alcançar mulheres em situação de vulnerabilidade em suas casas, especialmente quando a elas não é permitido, o comparecimento aos espaços de apoio presenciais. 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