{"id":{"repo_id":"brazil-uff","oai_identifier":"oai:app.uff.br:1/43549"},"canonical_url":"https://search.dev.ndltd.org/etd/brazil-uff/oai:app.uff.br:1/43549","repository":{"repo_id":"brazil-uff","name":"Brazil UFF","base_url":"https://app.uff.br/oai/request"},"display":{"title":"Avaliação temporal da conversão de uso do solo e implicações para emissões de carbono no município de Rio Verde (GO)","abstract":"O Cerrado brasileiro tem sido área de intensas transformações no uso e cobertura do solo, impulsionadas pela expansão da agropecuária e pela adoção de sistemas produtivos de alta intensidade. Nesse contexto, o presente trabalho tem como objetivo a avaliação temporal da conversão do uso do solo e suas implicações para as emissões de carbono no município de Rio Verde (GO), entre os anos de 2000 e 2020. O estudo busca compreender de que forma a modernização agropecuária, marcada pela expansão da soja e da silvicultura, alterou o balanço de carbono em escala local e regional. O principal objetivo é avaliar a dinâmica temporal da conversão do uso do solo e estimar as variações de estoques de carbono e emissões equivalentes de CO₂, relacionando-as às práticas de agricultura de baixo carbono preconizadas pelo Plano ABC+. Para tanto, foram utilizados dados do MapBiomas Coleção 10 e do MapBiomas Solo Coleção 2.1, processados na plataforma Google Earth Engine (GEE). As análises incluíram a elaboração de matrizes de transição, o cálculo de estoques de carbono no solo e na biomassa, e a conversão dos resultados em CO₂ equivalente (CO₂eq), conforme as diretrizes do IPCC (2006; 2019). Os resultados apontam para a redução significativa da vegetação nativa e das pastagens e o consequente aumento das áreas agrícolas, com destaque para a soja e a silvicultura. O estoque total médio variou entre 45 e 125 tC·ha⁻¹, sendo mais elevado nas classes florestais e menor nas agrícolas. O balanço geral indicou variação líquida de +1,37 MtCO₂eq no período, reflexo das emissões associadas à conversão de áreas nativas, parcialmente compensadas pelo incremento de estoques em áreas reflorestadas. O estudo demonstra que a transformação do uso do solo em Rio Verde reflete o padrão de intensificação produtiva observado no Cerrado, evidenciando tanto o avanço tecnológico e econômico quanto os desafios ambientais relacionados à perda de vegetação nativa e ao equilíbrio do ciclo do carbono.","abstract_html":"O Cerrado brasileiro tem sido área de intensas transformações no uso e cobertura do solo, impulsionadas pela expansão da agropecuária e pela adoção de sistemas produtivos de alta intensidade. Nesse contexto, o presente trabalho tem como objetivo a avaliação temporal da conversão do uso do solo e suas implicações para as emissões de carbono no município de Rio Verde (GO), entre os anos de 2000 e 2020. O estudo busca compreender de que forma a modernização agropecuária, marcada pela expansão da soja e da silvicultura, alterou o balanço de carbono em escala local e regional. O principal objetivo é avaliar a dinâmica temporal da conversão do uso do solo e estimar as variações de estoques de carbono e emissões equivalentes de CO₂, relacionando-as às práticas de agricultura de baixo carbono preconizadas pelo Plano ABC+. Para tanto, foram utilizados dados do MapBiomas Coleção 10 e do MapBiomas Solo Coleção 2.1, processados na plataforma Google Earth Engine (GEE). As análises incluíram a elaboração de matrizes de transição, o cálculo de estoques de carbono no solo e na biomassa, e a conversão dos resultados em CO₂ equivalente (CO₂eq), conforme as diretrizes do IPCC (2006; 2019). Os resultados apontam para a redução significativa da vegetação nativa e das pastagens e o consequente aumento das áreas agrícolas, com destaque para a soja e a silvicultura. 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