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Infecções por Trypanosoma sp. (Protozoa; Trypanosomatida) em micos-leões-dourados Leontopithecus rosalia (Mammalia; Primates) da Mata Atlântica do Rio de Janeiro
Abstract
dc:description.abstractPrimatas não-humanos são naturalmente infectados por tripanosomatídeos, como Trypanosoma cruzi, T. rangeli e T. minasense. O mico-leão-dourado (MLD, Leontopithecus rosalia) é endêmico da Mata Atlântica, símbolo internacional de conservação e tem sido descrito como reservatório de T. cruzi desde 1990 com base na caracterização molecular de parasitos isolados em hemoculturas. A possibilidade de efetuar o diagnóstico molecular em coágulos sanguíneos sem a necessidade de isolamento de parasitos pode revelar espécies de Trypanosoma anteriormente não descritas nesses primatas. O objetivo deste projeto foi diagnosticar a infecção por tripanosomatídeos em coágulos sanguíneos de micos-leões-dourados coletados na Bacia do Rio São João, uma área protegida de Mata Atlântica no estado do Rio de Janeiro. As amostras de coágulo sanguíneo dos animais foram coletadas e enviadas pela equipe do Laboratório de Ciências Ambientais do Centro de Biociência e Biotecnologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (LCA/CBB – UENF) e Associação Mico-leão-dourado (AMLD) entre 2019 e 2021 incluindo recapturas (2 a 5 eventos de amostragem) em intervalos que variam de 3 a 26 meses. As amostras de coágulo sanguíneo de 97 micos-leões-dourados tiveram seu DNA extraído utilizando o kit comercial DNeasy Blood and Tissue - Qiagen® e quantificado com o kit Qubit®, Invitrogen. O diagnóstico molecular foi realizado através de Nested-PCR direcionada ao alvo 18S SSU, e o produto da reação visualizado através de eletroforese em gel de agarose. As amostras positivas foram purificadas pelo kit Illustra GFX PCR DNA and Gel Band Purification Kit e submetidas ao sequenciamento de Sanger. As sequências obtidas foram analisadas e editadas pelo programa SeqManTM e comparadas com as sequências depositadas no GenBank pelo algoritmo BLAST, considerando 99% como a percentagem mínima de identidade e cobertura para identificação taxonômica. Foram observados 51% dos MLDs positivos para tripanossomatídeos (50/97), totalizando 65 amostras positivas (48,9%; 65/133). Trypanosoma minasense foi o mais prevalente (82%; 41/50), seguido por T. cruzi (12%; 6/50), incluindo as DTU TcIV em 1 animal e TcII em 5, com duas infecções mistas por T. minasense e T. cruzi DTU TcII (4%; 2/50) e, por fim, T. rangeli linhagem D (2%; 1/50). Esta é a primeira descrição de T. minasense, T. cruzi DTU TcIV e T. rangeli em MLD e infecções mistas nestes mamíferos. O achado de T. minasense em três eventos de captura do mesmo indivíduo em um intervalo de 26 meses e de T. cruzi em outro MLD por até 16 meses sugere a manutenção dessas infecções a longo prazo na área de estudo. Concluímos que há uma maior diversidade de espécies de Trypanosoma sp. infectando os MLDs do que era conhecido, sendo o diagnóstico molecular em coágulo capaz de detectar T. minasense, além de T. rangeli e T. cruzi DTU TcIV que também foram detectados, mas em menor prevalência, através da hemocultura.
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
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- Souza, Patricia Baia da Motta
Rights
dc:rights- Statement dc:rights
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- Open Access
- Language dc:language.iso
- pt_BR
Identifiers
dc:identifier.*- Repository record dc:identifier.uri
- https://app.uff.br/riuff/handle/1/41554
- OAI identifier oai:identifier
- oai:app.uff.br:1/41554