Abstract
dc:description.abstractO presente trabalho é uma discussão acerca dos significados políticos-espaciais das Cozinhas Solidárias do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, com ênfase empírica nas Cozinhas da Lapa e do Sapê. Apesar de uma longa temporalidade nas lutas sociais, recentemente cozinhas coletivas saíram do "coração das ocupações" do MTST e tomaram o espaço público, numa reorientação estratégica do movimento em direção ao combate à fome, sob o nome de Cozinhas Solidárias. A partir de uma revisão da trajetória de consolidação do MTST no Brasil, a pesquisa se baseou na análise documental, em trabalhos de campo nas duas Cozinhas e em entrevistas semiestruturadas com militantes e coordenadores desses espaços. Opera-se a análise a partir de duas chaves conceituais: a de práticas espaciais e da espacialidade das práticas, tentando entender como o espaço e a espacialidade são produzidos pela prática e como esses co-agem e “entram em ação na ação”. Assim, o objetivo do trabalho é compreender a relação entre ação prática cotidiana com contextos mais amplos, a fim de investigar que significados políticos e espaciais esses espaços de ocupação expressam localmente, mas também que horizontes políticos desvelam. Por fim, a título de conclusão, tenta-se dialogar com a experiência de investigação militante em diálogo com dois campos de problematização contemporâneos na geografia dos movimentos sociais: o debate da produção do comum e do território como categoria da prática política.
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
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- Grabois, Gabriel Fornaciari
Rights
dc:rights- Statement dc:rights
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- Open Access
- Language dc:language.iso
- pt_BR
Identifiers
dc:identifier.*- Repository record dc:identifier.uri
- https://app.uff.br/riuff/handle/1/40637
- OAI identifier oai:identifier
- oai:app.uff.br:1/40637