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A hipótese é que as características das plataformas e as práticas do iFood limitam a eficácia das ações ex post, exigindo mecanismos preventivos para proteger a concorrência e os consumidores. O trabalho está organizado em três partes: a primeira aborda os fundamentos da defesa da concorrência e as especificidades econômicas das plataformas digitais; a segunda discute a regulação de plataformas digitais, com destaque para as experiências internacionais e a experiência brasileira; e a terceira apresenta o estudo de caso, analisando o mercado de delivery e o processo do iFood x Rappi no CADE.","abstract_html":"Este trabalho analisa se as práticas do iFood justificam uma regulação ex ante e como a defesa da concorrência tem respondido a elas. O objetivo é avaliar se os instrumentos tradicionais da política antitruste, baseados em intervenções ex post, são suficientes diante das plataformas digitais. 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