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A partir do referencial teórico adotado, foi utilizada como estratégia metodológica a pesquisa descritiva qualitativa desenvolvida a partir da análise de conteúdo segundo Bardin (2010) dos atuais projetos político-pedagógicos dos quatro cursos de graduação em Psicologia oferecidos pela UFF (nos municípios de Niterói, Volta Redonda, Campos dos Goytacazes e Rio das Ostras). Observou-se que, por mais que a formação em Psicologia na UFF procure ser crítica, questionadora e comprometida com as questões sociais e com a promoção da qualidade de vida dos indivíduos e coletividades, ainda aponta uma predominância de enfoques individualistas fundamentados em um modelo biomédico da saúde, estando a temática do trabalho geralmente circunscrita à atuação em Psicologia Organizacional e do Trabalho, com pouca ênfase na Saúde do Trabalhador enquanto política do SUS. A não centralidade do trabalho e a concepção de saúde disciplinar, orientada pelas ciências naturais, revela uma visão ainda determinista da saúde, com pouca apropriação da determinação social do processo de saúde-doença","abstract_html":"Este estudo tem como tema a formação em Psicologia dentro do contexto da formação em saúde, buscando investigar, sob a perspectiva da Saúde Coletiva, como a relação entre saúde e trabalho é abordada durante essa formação. A pesquisa adota como pressupostos teóricos a centralidade do trabalho na constituição do homem como ser social, a determinação social do processo saúde-doença e o papel do Sistema Único de Saúde (SUS) como orientador para a formação em saúde. Além disso, considera a universidade como espaço de formação crítica e transformadora dos modos de viver hegemônicos. 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