Abstract
dc:description.abstractDos trajetos e encontros produzidos na superfície da cidade, cria-se um plano de pesquisa e experimentação, envolvendo o próprio corpo que pesquisa e vivencia a cidade cotidianamente. Nesse processo, corpo e cidade se embaralham, chegando ao ponto de ser impossível separá-los. Assim, reivindica-se o uso do termo corpocidade – inspirado na Plataforma Corpocidade – enquanto expressão desse modo de pesquisar num imbricamento total entre os termos da pesquisa, denotando ainda, a relação imanente entre o corpo que pesquisa e suas questões problemáticas: como pesquisar experimentando corpocidade? Como produzir modos de (re)existência ao corpocidade em meio aos controles cotidianos? O corpo pesquisadora que inquieta-se e produz seus questionamentos é convocado aqui em sua condição vibrátil, tal qual discute Suely Rolnik, guiando-se por seu próprio regime de afetabilidade no encontro citadino. Nesta pesquisa, os espaços construídos da cidade, assim como nossa subjetividade – os modos de ser, estar, produzir e desejar – serão pensados enquanto campos de externalidade por excelência, como desenvolve Félix Guattari, ambos constituídos por máquinas sociais, econômicas, políticas, ecológicas, históricas e desejantes. A partir desse campo de produção maquínica produz-se a vida, e também os modos possíveis desta pesquisa. Desta maneira, é através do movimento de percorrer a cidade, criar jogos inusitados com a mesma, dentre derivas urbanas e encontros com bandos que a pensam, que o corpo pesquisadora busca modos de pesquisar/experienciar suas questões. Refletir sobre a construção dessa pesquisa, leva a discussão dos dispositivos, das formas de fazer ver e fazer falar sobre as forças e formas que constituem esse campo problemático, e mais, diz das formas de produção de disjunções entre o ver e o falar, produzindo o pensar. Estando este, em constante atrelamento à experiência, como bem aponta Michel Foucault. Sendo assim, dentre os encontros com a cidade, nas experimentações de um modo de pesquisar, tendo o amparo de expressões das artes visuais (Matta-Clark, Lygia Clark, Hélio Oiticica, Cildo Meireles, Artur Barrio, dentre outros) e da literatura (Allan Poe, André Breton, Virgínia Woolf), a pesquisa vai se compondo. Nesse processo, são apontadas as forças que atravessam o corpo pesquisadora na cidade, colocando-o em movimentos inusitados. Para isso, apropria-se dos conceitos de devir e dobrar, a partir das discussões de Gilles Deleuze, Félix Guattari e Michel Foucault, a fim de apresentar a emergência de outros modos de pensar/experimentar as questões, puxando linhas de (re)existência desses caminhos.
Author and committee
dc:creator, dc:contributor.*- Author dc:creator
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- Craveiro, Camila Caires
Rights
dc:rights- Statement dc:rights
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- Open Access
- Language dc:language.iso
- pt_BR
Identifiers
dc:identifier.*- Repository record dc:identifier.uri
- https://app.uff.br/riuff/handle/1/39926
- OAI identifier oai:identifier
- oai:app.uff.br:1/39926