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A investigação foi estruturada a partir de uma perspectiva teórico-metodológica crítica, de base marxista, articulando uma densa pesquisa teórica com uma pesquisa de campo qualitativa. A pesquisa de campo desdobrou-se em duas frentes: uma análise da efetivação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) nos municípios de Macaé (RJ) e Rio das Ostras (RJ), por meio de pesquisa documental e entrevistas com profissionais; e um levantamento anônimo com discentes da Universidade Federal Fluminense (UFF) do campus de Rio das Ostras, por meio de formulário online. Os resultados indicam que as redes de saúde mental analisadas apresentam fragmentação, precarização e barreiras de acesso, o que favorece saídas individuais para o sofrimento. A análise dos dados dos estudantes revela que a automedicação é uma prática prevalente, utilizada como estratégia de sobrevivência para gerir o malestar físico e psíquico gerado pela barbárie cotidiana, que se materializa na precarização da vida e na intensificação das pressões por desempenho. Conclui-se que a automedicação se configura como uma resposta individual às expressões contemporâneas da questão social, sendo um sintoma funcional a uma ordem que adoece e mercantiliza a saúde, convocando o Serviço Social a politizar o debate e a construir estratégias de intervenção que fortaleçam as respostas coletivas em detrimento das saídas individualizadas.","abstract_html":"Este Trabalho de Conclusão de Curso analisa o fenômeno da automedicação entre estudantes universitários como uma expressão particular da barbárie capitalista contemporânea e suas implicações para o Serviço Social. 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