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Nesses mais de 30 anos, nas atividades cotidianas de trabalho são constituídas estratégias e saberes que tomam como direção o rompimento do paradigma psiquiátrico tradicional, procurando criar outras vias para o tratamento e inserção social dos sujeitos em sofrimento psíquico, primando pela produção de autonomia e ampliação de direitos. Porém, muitas vezes onde reside a maior potência deste trabalho, revela-se também como contexto povoado de inseguranças e angústias. Nesse sentido, faz-se necessário investir na construção e fortalecimento dos coletivos de trabalho neste campo, a fim de que representem tanto suporte quanto recurso para a criação das atividades cotidianas. Marca-se ainda a importante função de tais coletivos para a produção de saúde no trabalho. Para analisar a atividade de constituição de recursos coletivos para o trabalho em equipe em um CAPS da cidade do Rio de Janeiro, foram realizadas gravações em áudio de 4 seminários internos do serviço e o material colhido foi debatido no encontro de coanálise e restituição. Esta pesquisa foi realizada em consonância com o referencial teórico-metodológico da Clínica da Atividade e conta ainda com contribuições trazidas do autor alemão Walter Benjamin.","abstract_html":"Conjugado à luta pela redemocratização do país, nasceu o Movimento da Reforma Psiquiátrica brasileira no fim dos anos 70. Da proposta reformista, surgem os Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), serviços substitutivos ao modelo asilar e articuladores estratégicos dessa rede e da política de saúde mental em um determinado território. 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