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Essa discrepância nas realidades vividas pelos atletas e pelos torcedores, se traduz em um sistema desbalanceado e que se encontra em constante choque. A compreensão das diferenças estruturais e culturais que influenciam na gestão desses sistemas e consequentemente nos seus calendários, permite que se efetue uma análise profunda sobre a qualidade do futebol praticado e sobre a experiência dos torcedores. Será analisado o sistema de eleição da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), configurado no seu Estatuto promulgado em 23 de março de 20171 e em especifico o art. 40 que aborda os pesos de votos na eleição para presidente da CBF e vice-presidentes. Destaca-se o impacto que o sistema de eleição tem sobre a formação do calendário futebolístico brasileiro. Por se tratar de um sistema que privilegia asfederações regionais mais que os próprios clubes, os atletas e os torcedores, questões fundamentais como estabilidade financeira de clubes regionais e a ausência de fornecimento de entretenimento, ficam em segundo plano. As diferentes legislações estão sob ótica nesse trabalho, uma vez que é preciso examinar o impacto dessas no futebol praticado em ambos os países analisados. Também é abordado o sistema de apoio aos clubes fornecidos pelas instituições reguladoras do futebol de cada país, uma vez que elas oferecem diferentes tipos de abordagens aos times que ascendem e descendem em suas ligas. Destaca-se igualmente como o sistema de ligas influencia diretamente o direito fundamental ao entretenimento de cada sociedade, uma vez que as ligas afetam a experiência dos torcedores, a frequência, a disponibilidade e qualidade dos eventos desportivos. A análise comparativa aqui utilizada contribui para uma compreensão mais aprofundada das práticas e políticas que impactam jogadores, clubes e torcedores, oferecendo insights relevantes para melhorias potenciais em ambos os contextos e permitindo que o futebol brasileiro se adapte para fornecer entretenimento mais democrático e um esporte mais robusto e competitivo","abstract_html":"O presente trabalho realiza uma análise comparativa entre o sistema de ligas do futebol brasileiro em contraposição ao estabelecido no futebol inglês, destacando-se os diferentes modelos de gestão e o efeito prático que o sistema das ligas possui sobre futebol praticado nesses locais. O sistema de ligas brasileiro vive realidades completamente opostas, uma, a dos campeonatos da elite (Seria A e B), cujo calendário é extenso e penoso, e o outro dos clubes pequenos, semiamadores e amadores, cujo calendário oficial de jogos é repleto de meses de inatividade. 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