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A pesquisa aposta em tecer uma narrativa outra, relacionada aos processos subjetivos desses meninos, lançando mão da memória como ferramenta metodológica, centralizando a urgência de resguardar as suas vidas e refletindo sobre os espaços de formação em que eles são colocados, quando inseridos num contexto puramente colonial como o Brasil. Sendo assim, as escolas tornam-se espaços férteis e primordiais nesta discussão, a qual busca analisar os processos históricos de exclusão e desassistência ao público infanto-juvenil preto. Através de movimentos como o projeto “África em Nós”, um trabalho social multidisciplinar e emergente no município de São Gonçalo, que tece narrativas do cotidiano, diaspóricas e vivas para refletir sobre a temática do racismo a partir do contexto atual dessas instituições escolares presentes no município, a pesquisa traz o compromisso de recorrer à história para retomar, aprender e dar continuidade às estratégias educacionais realizadas por pessoas pretas aos seus semelhantes, a fim de repensar o fazer educacional vigente, que cotidianamente retira o direito à memória, ao afeto, à identificação e a outros cruciais processos relacionados à produção de subjetividade de crianças e adolescentes pretos.","abstract_html":"O racismo possui forte incidência e determinância social em relação à infância e juventude preta no Brasil. 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