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Esses processos, entretanto, ainda não são populares, apesar do reconhecido valor da memória coletiva para o campo do turismo. Para isso, se propõe a analisar a musealização da memória individual e coletiva de uma comunidade, representada por seus patrimônios afetivos, como meio de proporcionar uma (con)vivência mais saudável entre moradores e turistas. Trata-se de pesquisa qualitativa, bibliográfica e de base etnográfica. As referências fundamentam conceitos como Memória, Identidade, Comunidade, Patrimônio, Patrimônios Afetivos, Patrimonialização, Musealização, em diálogo com o Turismo, a Turistificação e as acepções de Bem Viver, Sustentabilidade e Planejamento turístico, além de Museus de Território, Governança Participativa e Turismo de Base Comunitária; analisa artigos científicos, publicados entre os anos 2019 e 2023, buscando estudos similares ao desta pesquisa e referências históricas. A pesquisa tem como campo empírico o distrito de Conservatória, na cidade de Valença, no Estado brasileiro do Rio de Janeiro, onde foram realizadas pesquisas de base etnográfica, com observação sistemática, pesquisa documental e entrevistas semiestruturadas. Os dados obtidos passaram por análise narrativa, semiótica, de conteúdo e, no caso das imagens coletadas pela pesquisadora e participantes, por foto elicitação. O exercício de aplicação da musealização para o turismo em Conservatória realizado por esta pesquisa apontou para um cenário favorável relacionado às questões levantadas sobre pequenas localidades, com a possibilidade de expansão desta investigação para territórios maiores.","abstract_html":"As transformações desencadeadas pelo turismo em pequenas localidades, quando não previstas e planejadas, podem ser a sentença de extinção de patrimônios afetivos existentes. 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