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Em nível internacional é relevante que que haja conscientização social e política sobre as vulnerabilidades desse grupo, percebendo que o que é classificado como desigualdade de gênero durante a toda a vida deve ser analisado também sob perspectivas específicas das vulnerabilidades comuns à terceira idade. Dentre essas vulnerabilidades destacam-se distúrbios e alterações de saúde física e mental, além da pobreza, mudanças de renda própria e outros eventos que podem subjugar mulheres idosas à solidão e ao isolamento, cujas consequências podem ser fatais. Estudos indicam que é imprescindível considerar o cidadão idoso em conjunto com o local onde ele se encontra e como vive, de modo que o conceito acerca de quem é uma pessoa idosa não é estanque e não se inaugura de fato em uma idade. O aumento da longevidade que é observado implica a existência de mais de uma geração de velhos em uma mesma família, enquanto os mais novos também são impactados e objeto de análise quanto às diferenças geracionais. Estudos e evidências multidisciplinares possibilitam elencar características das dificuldades das mulheres idosas. No contexto atual, as mulheres idosas diferem de outros grupos de idade quanto ao nível de escolaridade e renda. Por fim, conclui-se acerca dos elementos que indicam que mulheres idosas podem sofrer violências diversas, devendo ser considerada a influência de preconceitos baseados no sexismo, no racismo, na pobreza, com vistas a viabilizar que que a classificação etária sobre esse grupo demográfico seja observada para impedir a discriminação etarista, sendo garantida a proteção dessas mulheres de quaisquer violências, especialmente elas as fundamentadas na violência de gênero.","abstract_html":"A feminização da velhice é a tendência estatística que indica a relevância da predominância das mulheres idosas dentre a população de pessoas idosas. Essa característica demográfica enseja o estudo de seus efeitos sociais, políticos e econômicos e correlações intrínsecas entre estudos de gênero que tem delicada relevância para estudos jurídicos, em especial para exames acerca da eficácia e garantias de direitos para esse grupo etário da população mundial. 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