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Perante esse cenário, busca-se responder à problemática: “A intervenção estatal nas relações incestuosas consensuais é justificável?”. A resolução se dará da seguinte forma: a) Em primeiro lugar, será analisada a compreensão do incesto por uma perspectiva multidisciplinar; b) Posteriormente, será abordada a influência da religião e da moral na aversão à prática incestuosa, em paralelo ao direito de autodeterminação sexual dos indivíduos; c) Por conseguinte, serão expostos os desdobramentos do incesto em face do Direito Civil, Direito Constitucional e Direito Penal. Portanto, o desenvolvimento do trabalho visa responder qual é o posicionamento do ordenamento jurídico brasileiro perante a aversão ao incesto, e após todas essas reflexões, far-se-á uma breve análise do PL nº 3369/2015, a fim de verificar se é justificável a intervenção do Estado nas relações particulares dos sujeitos de direito que praticam o incesto. Para tal propósito, o método procedimental utilizado será a tecnologia social científica com ênfase na vertente jurídico-social e a abordagem jus-antropológica","abstract_html":"O incesto é denominado “o terrível mistério” por Claude Lévi-Strauss e, desde os primórdios da humanidade, intriga grupos heterogêneos. Vislumbra-se que o termo é dissertado por antropólogos, psicólogos, biólogos, pesquisadores jurídicos e até mesmo por figuras religiosas. Todavia, a temática encontra-se longe do esgotamento de dúvidas, e sua perpetuação na sociedade ainda desperta desconforto e curiosidade. Portanto, o presente trabalho visa analisar o incesto do ponto de vista jurídico, delimitando-se às relações incestuosas praticadas por indivíduos capazes. Perante esse cenário, busca-se responder à problemática: “A intervenção estatal nas relações incestuosas consensuais é justificável?”. 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