{"id":{"repo_id":"brazil-uff","oai_identifier":"oai:app.uff.br:1/32697"},"canonical_url":"https://search.dev.ndltd.org/etd/brazil-uff/oai:app.uff.br:1/32697","repository":{"repo_id":"brazil-uff","name":"Brazil UFF","base_url":"https://app.uff.br/oai/request"},"display":{"title":"Diagnóstico laboratorial da infecção pelo parvovírus humano B19 em pacientes com malária na região amazônica","abstract":"A infecção pelo Parvovírus Humano B19 (B19V) é comum, tem distribuição mundial e apresenta padrão epidemiológico cíclico a cada 4-5 anos, caracterizado pelo aumento dos casos de eritema infeccioso, uma doença exantemática aguda da infância. O diagnóstico laboratorial da infecção se baseia na detecção de anticorpos IgM/IgG antiB19V e/ou do genoma viral (DNA-B19V) no soro dos pacientes. Porém, tal diagnóstico ainda é um desafio devido a reatividade cruzada de anticorpos IgM e resultados inconclusivos, e pelo fato da detecção do DNA não indicar presença de partícula infecciosa. Este trabalho teve como objetivo realizar o diagnóstico laboratorial da infecção pelo B19V em pacientes com malária de modo a determinar a utilidade dos métodos imunológicos e moleculares para diferenciar infecção recente e passada por B19V. Um total de 152 soros de indivíduos residentes no município de Oiapoque, Amapá, coletados entre 2014 e 2015, com confirmação laboratorial de malária, foram utilizados. Os soros foram testados para a presença de anticorpos IgM e IgG antiB19V por ensaio imunoenzimático (EIE) comercial. As amostras IgM inconclusivas/IgG positivas foram testadas para avidez de anticorpos IgG. Para detecção e quantificação do DNA-B19V foi realizada a reação em cadeia da polimerase convencional (cPCR) e quantitativa (qPCR), com olignonucleotídeos que amplificam uma região do gene que codifica a proteína não estrutural. Os anticorpos IgG foram detectados em mais de 70% (116/152) das amostras. A prevalência destes anticorpos aumentou de 43% em crianças <10 anos para cerca de 90% em indivíduos >49 anos. Utilizando apenas os métodos sorológicos, a infecção recente por B19V (IgM+/IgG-/+; IgM inconclusiva/IgG de baixa avidez) foi diagnosticada em 51,3% (78/152) e a infecção passada (IgM-/IgG+) em cerca de 37% (56/152) dos pacientes. O DNA-B19V foi detectado em 6% (9/150) dos soros pela cPCR e em 20,4% (31/150) pela qPCR. A carga viral variou de 1,1x104 – 5,5x106 UI/mL (média: 3,1x105 UI/mL). Foi possível detectar viremia em pacientes com sorologia negativa para B19V por ambos cPCR e qPCR. Utilizando os métodos sorológicos e moleculares, a infecção recente por B19V foi definida pelos seguintes parâmetros: IgM anti-B19V positiva, baixa avidez de anticorpos IgG e/ou detecção e quantificação de B19V-DNA, e pode ser confirmada para aproximadamente 60% (88/152) dos pacientes. Considerou-se infecção passada para 32,2% (49/152) dos pacientes que testaram IgG anti-B19V positivos na ausência de IgM anti-B19V e DNA-B19V, ou apresentavam anticorpos IgG de alta avidez quando o teste de IgM resultou inconclusivo. Os oito pacientes suscetíveis foram aqueles que testaram negativos para os marcadores sorológicos e moleculares. Ainda assim, o status da infecção pelo B19V não pode ser esclarecido para sete pacientes: um DNA-B19V/IgG anti-B19V negativo e IgM-anti-B19V inconclusivo, dois DNA-B19V negativo e IgM inconclusivo/IgG positivo, com avidez de IgG intermediária, e outros quatro DNA-B19V/IgM anti-B19V negativos e IgG-antiB19V inconclusivo. Estes resultados demonstram que a prevalência de anticorpos nesta população é comparável à encontrada em comunidades urbanas densamente povoadas do nosso país, e corroboram a necessidade de utilizar mais de uma metodologia para a identificação do B19V como agente etiológico, bem como para a distinção do status da infecção.","abstract_html":"A infecção pelo Parvovírus Humano B19 (B19V) é comum, tem distribuição mundial e apresenta padrão epidemiológico cíclico a cada 4-5 anos, caracterizado pelo aumento dos casos de eritema infeccioso, uma doença exantemática aguda da infância. O diagnóstico laboratorial da infecção se baseia na detecção de anticorpos IgM/IgG antiB19V e/ou do genoma viral (DNA-B19V) no soro dos pacientes. Porém, tal diagnóstico ainda é um desafio devido a reatividade cruzada de anticorpos IgM e resultados inconclusivos, e pelo fato da detecção do DNA não indicar presença de partícula infecciosa. 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O diagnóstico laboratorial da infecção se baseia na detecção de anticorpos IgM/IgG antiB19V e/ou do genoma viral (DNA-B19V) no soro dos pacientes. Porém, tal diagnóstico ainda é um desafio devido a reatividade cruzada de anticorpos IgM e resultados inconclusivos, e pelo fato da detecção do DNA não indicar presença de partícula infecciosa. Este trabalho teve como objetivo realizar o diagnóstico laboratorial da infecção pelo B19V em pacientes com malária de modo a determinar a utilidade dos métodos imunológicos e moleculares para diferenciar infecção recente e passada por B19V. Um total de 152 soros de indivíduos residentes no município de Oiapoque, Amapá, coletados entre 2014 e 2015, com confirmação laboratorial de malária, foram utilizados. Os soros foram testados para a presença de anticorpos IgM e IgG antiB19V por ensaio imunoenzimático (EIE) comercial. As amostras IgM inconclusivas/IgG positivas foram testadas para avidez de anticorpos IgG. Para detecção e quantificação do DNA-B19V foi realizada a reação em cadeia da polimerase convencional (cPCR) e quantitativa (qPCR), com olignonucleotídeos que amplificam uma região do gene que codifica a proteína não estrutural. Os anticorpos IgG foram detectados em mais de 70% (116/152) das amostras. A prevalência destes anticorpos aumentou de 43% em crianças <10 anos para cerca de 90% em indivíduos >49 anos. Utilizando apenas os métodos sorológicos, a infecção recente por B19V (IgM+/IgG-/+; IgM inconclusiva/IgG de baixa avidez) foi diagnosticada em 51,3% (78/152) e a infecção passada (IgM-/IgG+) em cerca de 37% (56/152) dos pacientes. O DNA-B19V foi detectado em 6% (9/150) dos soros pela cPCR e em 20,4% (31/150) pela qPCR. A carga viral variou de 1,1x104 – 5,5x106 UI/mL (média: 3,1x105 UI/mL). Foi possível detectar viremia em pacientes com sorologia negativa para B19V por ambos cPCR e qPCR. 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O diagnóstico laboratorial da infecção se baseia na detecção de anticorpos IgM/IgG antiB19V e/ou do genoma viral (DNA-B19V) no soro dos pacientes. Porém, tal diagnóstico ainda é um desafio devido a reatividade cruzada de anticorpos IgM e resultados inconclusivos, e pelo fato da detecção do DNA não indicar presença de partícula infecciosa. Este trabalho teve como objetivo realizar o diagnóstico laboratorial da infecção pelo B19V em pacientes com malária de modo a determinar a utilidade dos métodos imunológicos e moleculares para diferenciar infecção recente e passada por B19V. Um total de 152 soros de indivíduos residentes no município de Oiapoque, Amapá, coletados entre 2014 e 2015, com confirmação laboratorial de malária, foram utilizados. Os soros foram testados para a presença de anticorpos IgM e IgG antiB19V por ensaio imunoenzimático (EIE) comercial. As amostras IgM inconclusivas/IgG positivas foram testadas para avidez de anticorpos IgG. 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