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Além disso, são ligados a rios principais com diferentes tipos de água e posição em relação ao rio principal. A condição quente tropical, os aportes orgânicos aos diferentes tipos de água e os aspectos morfométricos dos lagos podem contribuir para uma elevada variabilidade das taxas de degradação aeróbica da matéria orgânica nos sedimentos amazônicos. O objetivo desse trabalho foi realizar o mapeamento do uso/cobertura do solo entorno de lagos da planície de inundação amazônica e relacionar com a mineralização da matéria orgânica em sedimentos superficiais. Nesse sentido, utilizou se dados de coletas realizadas em 35 lagos da planície de inundação amazônica entre os anos de 2000 e 2017. Para a análise do uso/cobertura da área entorno foram utilizadas imagens LANDSAT, com resolução de 30 metros do Serviço Geológico Norte Americano (USGS). Não foi encontrada relação entre a produção aeróbica de CO2 e o tipo de água do lago (classificação feita de acordo com Sioli 1956 para o tipo de água do rio principal). Dessa maneira, o tipo de água do rio principal não é um bom componente de extrapolação para taxas de produção aeróbica de CO2 nos lagos de planície de inundação amazônica. Em relação a tipologia, os lagos de canal mostraram taxas de produção aeróbica de CO2 aproximadamente 2,5 vezes menores do que os lagos arredondados, de RHIA e de igapó de água clara. Quanto ao uso/ cobertura do solo, a relação negativa entre o desmatamento nas áreas intermediárias e as taxas de produção aeróbica de CO2 sugerem uma redução do aporte orgânico advindo da floresta até os lagos. Esses resultados são importantes para o entendimento de processos reguladores das emissões de C na Amazônia porque os usos/coberturas do solo podem influenciar as quantidades de substratos disponíveis à produção aeróbica de C nos lagos e consequente emissão à atmosfera. Apesar de relevantes, poucos estudos abordam a relação entre a degradação da matéria orgânica e o uso/cobertura do solo na Amazônia.","abstract_html":"Os ecossistemas lacustres apresentam grande relevância ao ciclo do carbono (C) por sua frequente posição terminal na bacia de drenagem. Com isso, recebem matéria orgânica que, quando não estocada, é mineralizada e chega a biosfera como gás estufa. A mineralização da matéria orgânica é um dos processos de degradação da matéria orgânica que ocorre no sedimento de lagos. Na planície inundada da Amazônia, os lagos apresentam diferentes tipologias e uso/cobertura do solo entorno. 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