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A patogênese da CM ainda não está muito bem definida, mas é provável que seja decorrente de um processo multifatorial envolvendo a resposta imunológica da mucosa colônica em pacientes com predisposição genética (gene HLA-DR3-DQ2). A presença de enfermidades autoimunes concomitantes é frequentemente observada. O tabagismo e o uso de diversos medicamentos estão sendo evidenciados como fatores etiológicos ou desencadeantes de crises agudas da doença. É muito importante sua investigação em pacientes com diarreia crônica, incluindo a realização de colonoscopia com biópsia, para confirmar o diagnóstico e afastar outras patologias intestinais. Os pacientes devem ser orientados a evitar o uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e, se possível, descontinuar o uso de medicações suspeitas de causar a CM. Para casos brandos podem ser usados apenas sintomáticos, como antidiarreicos, mas poderá ser indicado o uso de budesonida, entre outros, em casos de maior gravidade. O uso de terapia imunobiológica, com os anticorpos antifator de necrose tumoral alfa (anti-TNF-α), fica reservado para os pacientes sem boa resposta aos tratamentos habituais e quando outras patologias foram devidamente excluídas. A cirurgia permanece como opção somente em casos refratários a todas as terapias farmacológicas disponíveis.","abstract_html":"A colite microscópica (CM) é uma doença inflamatória do cólon caracterizada por diarreia crônica aquosa, sem sangue e com pouca ou nenhuma alteração endoscópica. Ocorre caracteristicamente na idade adulta avançada e tem predileção pelo sexo feminino. Sintomas associados podem incluir cólicas ou dor abdominal, urgência e incontinência fecais e episódios noturnos. 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