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Para analisar essas questões foi realizada pesquisa de cunho qualitativo, utilizando como instrumento de produção de dados a entrevista semiestruturada, embasada na entrevista compreensiva, com oito moradoras da referida aldeia. Triangulou-se a análise dos dados produzidos pelas entrevistas com outros estudos e com alguns dados referentes ao questionário elaborado para a construção do Projeto Político Pedagógico da escola de dentro da aldeia. O aporte teórico e documental que subsidiou este estudo foram as legislações, diretrizes, regulamentos e demais documentos que amparam a Educação Escolar Indígena nos âmbitos nacional, estadual e municipal, além dos estudos de diversos autores/pesquisadores/especialistas sobre a Educação Escolar Indígena. Os resultados apontam para o fato de que esta comunidade necessita da escola para, principalmente, se apropriar dos saberes juruá para transitar pelo mundo juruá de forma eficiente, não abandonando os saberes Mbya. Concluiu-se, também, que continuar os estudos, a partir do 6º ano do Ensino Fundamental em escola fora da aldeia não atende a comunidade. As crianças continuam os estudos fora da aldeia por não terem outra opção. Superando o medo pelo racismo, o qual teem certeza que passarão nas escolas fora da aldeia, dão continuidade aos estudos objetivando terminar o processo de escolarização o qual se inicia por volta dos dois anos de idade, estendendo-se até a formação profsissional, em nível médio ou superior.","abstract_html":"O tema desta dissertação é a Educação Escolar Indígena, contudo, aborda os significados de escolarização na Aldeia Mata Verde Bonita, na cidade Maricá, no estado Rio de Janeiro, buscando enfatizar o olhar, o significado, as vozes desses Guarani Mbya. 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