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A determição da potência de antivenenos é o ensaio padrão ouro utilizado mundialmente, portanto é de suma importância o desenvolvimento de uma metodologia alternativa ao uso de animais. O objetivo deste trabalho foi compilar os métodos alternativos desenvolvidos para os antivenenos botrópicos, avaliando sua disponibilidade, perspectivas e aplicações em laboratórios de produção e controle da qualidade. Avaliamos os resultados intralaboratorias e a interferência da tripsina no ensaio de determinação da potência in vitro de veneno e antiveneno botrópico em células Vero. Podemos enumerar as vantagens da metodologia in vitro: não utilizar animais, mais fácil controlar os parâmetros que podem influir em sua reprodutibilidade e precisão, resultados liberados em menos tempo, custo mais baixo e utilização de pequenas quantidades de Veneno de Referência. 42,80% dos métodos alternativos encontrados utilizam linhagens celulares, sendo que a maioria dos trabalhos 58,30% optou pela linhagem celular Vero. Os ensaios com tripsina demonstraram que não houve interferência da tripsina nos ensaios. Esta tese permitiu produzir os principais documentos e procedimentos para guiar um estudo interlaboratorial de validação.","abstract_html":"Atualmente, 192,1 milhões de animais são utilizados no mundo para fins científicos. O Brasil ocupa a sétima posição ao utilizar cerca de 2,2 milhões de animais por ano. No Brasil em 2019, foram notificados 30.482 acidentes com serpentes dentre os quais 68,85% foram causados pelo gênero Bothrops com mortalidade em torno de 0,46%. 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