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Essas vias são descritas como efetoras de diversos processos celulares como a apoptose, sobrevida, diferenciação e proliferação. Porém, quando desreguladas, tendem a causar danos e patologias ao indivíduo, como inflamações e tumores. Assim, substâncias são testadas por grupos de pesquisa a fim de atenuar ou reverter esses quadros de desregulação, mantendo a homeostase celular e corporal. Recentemente, a demanda por produtos naturais vem crescendo e, com isso, o aumento do estudo sobre os seus efeitos. Dentre os produtos naturais, há a Fridericia chica (Bonpl.) L. G. Lohmann, conhecida como “crajiru”, uma planta da família Bignoniaceae. Ela é consumida pela população na forma de chás e pastas devido às propriedades curativas de suas folhas. São utilizadas para o tratamento de enfermidades como cólica intestinal, hemorragias, anemia, diarreia, leucemia, leishmaniose, hepatite, albuminúria, infecções na pele e como protetor solar. As caracterizações químicas das folhas identificaram diversos compostos, sendo as antocianidinas, carajurina e carajurona, e as flavonas, carajuflavona, luteolina e hiispidulina, as mais abundantes. O extrato de F. chica já demonstrou ações antioxidantes e anti-inflamatórias em alguns tipos celulares. Porém, pouco se sabe sobre seus alvos moleculares e seus efeitos em células do SNC. Neste estudo, foi demonstrado que o tratamento por dois dias com o extrato de F. chica foi capaz de regular as vias da ERK, Akt e CREB na retina. Na ERK foi observada uma redução de sua fosforilação dose-dependente do extrato de F. chica, e na Akt foi visto o oposto. A CREB demonstrou inicialmente uma redução de sua fosforilação a 10 mg/kg do extrato, mas houve um aumento em 15 e 20 mg/kg. Além disso, dados preliminares demonstram uma modulação do sistema adenosinérgico pelo extrato da F. chica, pois na concentração de 10 mg/kg foi visto uma tendência de aumento dos receptores A1, e em 15 mg/kg, uma redução. Esses dados sugerem que o possível efeito neuroprotetor do extrato de F. chica pode ser através da regulação das vias de sobrevivência, contudo a relação com o sistema adenosinergico ainda não pôde ser elucidada","abstract_html":"A retina, estrutura pertencente ao sistema nervoso central (SNC), possui quase todos os sistemas de neurotransmissores, como a dopamina, GABA e glutamato, e neuromoduladores, como a adenosina. O sistema adenosinérgico atua através de quatro receptores chamados de A1, A2A, A2B e A3, que são acoplados a proteína G, e que, quando ativados, podem desencadear a ativação de vias de sobrevida celular, como as da ERK, CREB e Akt, assim como podem modular a liberação de neurotransmissores. 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Ela é consumida pela população na forma de chás e pastas devido às propriedades curativas de suas folhas. São utilizadas para o tratamento de enfermidades como cólica intestinal, hemorragias, anemia, diarreia, leucemia, leishmaniose, hepatite, albuminúria, infecções na pele e como protetor solar. As caracterizações químicas das folhas identificaram diversos compostos, sendo as antocianidinas, carajurina e carajurona, e as flavonas, carajuflavona, luteolina e hiispidulina, as mais abundantes. O extrato de F. chica já demonstrou ações antioxidantes e anti-inflamatórias em alguns tipos celulares. Porém, pouco se sabe sobre seus alvos moleculares e seus efeitos em células do SNC. Neste estudo, foi demonstrado que o tratamento por dois dias com o extrato de F. chica foi capaz de regular as vias da ERK, Akt e CREB na retina. Na ERK foi observada uma redução de sua fosforilação dose-dependente do extrato de F. chica, e na Akt foi visto o oposto. A CREB demonstrou inicialmente uma redução de sua fosforilação a 10 mg/kg do extrato, mas houve um aumento em 15 e 20 mg/kg. Além disso, dados preliminares demonstram uma modulação do sistema adenosinérgico pelo extrato da F. chica, pois na concentração de 10 mg/kg foi visto uma tendência de aumento dos receptores A1, e em 15 mg/kg, uma redução. Esses dados sugerem que o possível efeito neuroprotetor do extrato de F. chica pode ser através da regulação das vias de sobrevivência, contudo a relação com o sistema adenosinergico ainda não pôde ser elucidada"]},{"key":"dc:title","label":"Title","values":["Avaliação do efeito do extrato de Fridericia Chica (Bonpl.) 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Assim, substâncias são testadas por grupos de pesquisa a fim de atenuar ou reverter esses quadros de desregulação, mantendo a homeostase celular e corporal. Recentemente, a demanda por produtos naturais vem crescendo e, com isso, o aumento do estudo sobre os seus efeitos. Dentre os produtos naturais, há a Fridericia chica (Bonpl.) L. G. Lohmann, conhecida como “crajiru”, uma planta da família Bignoniaceae. Ela é consumida pela população na forma de chás e pastas devido às propriedades curativas de suas folhas. São utilizadas para o tratamento de enfermidades como cólica intestinal, hemorragias, anemia, diarreia, leucemia, leishmaniose, hepatite, albuminúria, infecções na pele e como protetor solar. As caracterizações químicas das folhas identificaram diversos compostos, sendo as antocianidinas, carajurina e carajurona, e as flavonas, carajuflavona, luteolina e hiispidulina, as mais abundantes. O extrato de F. chica já demonstrou ações antioxidantes e anti-inflamatórias em alguns tipos celulares. Porém, pouco se sabe sobre seus alvos moleculares e seus efeitos em células do SNC. Neste estudo, foi demonstrado que o tratamento por dois dias com o extrato de F. chica foi capaz de regular as vias da ERK, Akt e CREB na retina. Na ERK foi observada uma redução de sua fosforilação dose-dependente do extrato de F. chica, e na Akt foi visto o oposto. A CREB demonstrou inicialmente uma redução de sua fosforilação a 10 mg/kg do extrato, mas houve um aumento em 15 e 20 mg/kg. Além disso, dados preliminares demonstram uma modulação do sistema adenosinérgico pelo extrato da F. chica, pois na concentração de 10 mg/kg foi visto uma tendência de aumento dos receptores A1, e em 15 mg/kg, uma redução. 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