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Anualmente são notificados aproximadamente 29.000 casos de acidentes causados por serpentes peçonhentas, com uma taxa de letalidade de 0,4%. As maiores incidências foram registradas nas regiões su-deste (28%), Norte (27%) e Nordeste (24%) do país. Contudo, é questionado a precisão desses dados, uma vez que pode ocorrer subnotificações, além disso pode ocorrer também a não notificação tanto por questões logísticas como des-preparo da equipe que atende esses indivíduos. O principal gênero causador de acidentes ofídicos no nosso país é o Bothrops (jararacas), seguido pelo gênero Crotalus (cascavel). O gênero Lachesis (surucucu) e Micrurus (coral) foram res-ponsáveis por cerca de 5% dos casos. Neste trabalho utilizamos um caso clínico de acidente ofídico, ocorrido no Rio de Janeiro, como objeto de estudo, de forma a reavivar a discussão sobre o tema, discorrendo, de forma objetiva, alguns dos principais tópicos relacionados a este acidente, focando também nos achados observados nos exames diagnósticos por imagem apresentados pelo paciente.","abstract_html":"Acidentes por animais peçonhentos são, ainda hoje, impactantes do ponto de vista socioeconômico em diversos países. Muitas nações não dispõem de políticas públicas de saúde para profilaxia e tratamento adequados, estando es-tes inclusos no grupo de doenças negligenciadas. Estes acidentes causam pre-juízos sociais e econômicos, atingindo, principalmente, pessoas de áreas rurais e economicamente ativas de países em desenvolvimento. No Brasil, picadas por cobras representam a maior taxa de mortalidade dentre os animais peçonhentos. 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