{"id":{"repo_id":"brazil-uff","oai_identifier":"oai:app.uff.br:1/26711"},"canonical_url":"https://search.dev.ndltd.org/etd/brazil-uff/oai:app.uff.br:1/26711","repository":{"repo_id":"brazil-uff","name":"Brazil UFF","base_url":"https://app.uff.br/oai/request"},"display":{"title":"Ocorrência de helmintos e avaliação anatomopatológica em primatas não humanos de vida livre do estado do Rio de Janeiro, Brasil","abstract":"O Rio de Janeiro alberga fragmentos de Mata Atlântica que são habitat de diversas espécies de primatas, dentre eles as espécies exóticas Callithrix jacchus e Callithrix penicillata e as espécies nativas Sapajus nigritus nigritus, Leontopithecus rosalia, Brachyteles arachnoides, Callicebus personatus e Callithrix aurita. Com a degradação destes resquícios florestais, os primatas tendem a se aproximar cada vez mais dos ambientes urbanos, estabelecendo uma relação de proximidade com os seres humanos, que pode resultar no compartilhamento de diversas enfermidades, dentre elas, as parasitoses. O principal objetivo deste trabalho foi avaliar as alterações inflamatórias gastrintestinais e hepáticas em primatas não humanos de diversas regiões do Estado do Rio de Janeiro, Brasil, por meio de exame histopatológico, em associação com a identificação taxonômica de endoparasitos encontrados. Foram submetidos a exame post mortem 600 primatas não humanos no Setor de Anatomia Patológica do Laboratório Municipal de Saúde Pública do Instituto Municipal de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman. Destes 600 primatas, 18,3% (110/600) encontravam-se macroscopicamente parasitados por alguma forma de helminto e foram incluídos neste estudo. As alterações anátomo-histopatológicas observadas em intestino, estômago e fígado foram descritas e graduadas e os endoparasitos foram identificados taxonomicamente. Foi determinada a prevalência dos helmintos identificados. Os dados foram relacionados estatisticamente, visando esclarecer as possíveis consequências da infecção por helmintos nos tecidos do trato gastrintestinal e fígado de primatas não humanos e os dados de procedência dos cadáveres de primatas foram georreferenciados. O helminto mais prevalente em calitriquídeos foi o nematoide Primasubulura sp. com 80,4% (74/92), em associação com agregados linfoides e infiltrado inflamatório de leve a moderado em mucosa e submucosa intestinais. Foram observados também acantocéfalos Pachysentis sp. associados à intensa reação fibrótica em submucosa intestinal, além de digenéticos em associação à evidente fibrose dos ductos hepáticos. O nematoide Trypanoxyuris sp. foi encontrado parasitando bugios e um calitriquídeo. Nos bugios o nematoide Trypanoxyuris minutus foi o mais encontrado com 77,8% (7/9), seguido do acantocéfalo Pachysentis sp. e do cestoide Bertiella sp. Nos macacos-prego foram encontrados cestoides, digenéticos e o acantocéfalo Prostenorchis sp. No mico-leão-dourado foram encontrados cestoides e no mico-leão-da-cara-dourada o acantocéfalo Prostenorchis sp. O georreferenciamento dos pontos de encontro dos primatas pontuou a distribuição dos helmintos por região, auxiliando na adoção de medidas de profilaxia e controle mais específicas para cada região.","abstract_html":"O Rio de Janeiro alberga fragmentos de Mata Atlântica que são habitat de diversas espécies de primatas, dentre eles as espécies exóticas Callithrix jacchus e Callithrix penicillata e as espécies nativas Sapajus nigritus nigritus, Leontopithecus rosalia, Brachyteles arachnoides, Callicebus personatus e Callithrix aurita. 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As alterações anátomo-histopatológicas observadas em intestino, estômago e fígado foram descritas e graduadas e os endoparasitos foram identificados taxonomicamente. Foi determinada a prevalência dos helmintos identificados. Os dados foram relacionados estatisticamente, visando esclarecer as possíveis consequências da infecção por helmintos nos tecidos do trato gastrintestinal e fígado de primatas não humanos e os dados de procedência dos cadáveres de primatas foram georreferenciados. O helminto mais prevalente em calitriquídeos foi o nematoide Primasubulura sp. com 80,4% (74/92), em associação com agregados linfoides e infiltrado inflamatório de leve a moderado em mucosa e submucosa intestinais. Foram observados também acantocéfalos Pachysentis sp. associados à intensa reação fibrótica em submucosa intestinal, além de digenéticos em associação à evidente fibrose dos ductos hepáticos. O nematoide Trypanoxyuris sp. foi encontrado parasitando bugios e um calitriquídeo. 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As alterações anátomo-histopatológicas observadas em intestino, estômago e fígado foram descritas e graduadas e os endoparasitos foram identificados taxonomicamente. Foi determinada a prevalência dos helmintos identificados. Os dados foram relacionados estatisticamente, visando esclarecer as possíveis consequências da infecção por helmintos nos tecidos do trato gastrintestinal e fígado de primatas não humanos e os dados de procedência dos cadáveres de primatas foram georreferenciados. O helminto mais prevalente em calitriquídeos foi o nematoide Primasubulura sp. com 80,4% (74/92), em associação com agregados linfoides e infiltrado inflamatório de leve a moderado em mucosa e submucosa intestinais. Foram observados também acantocéfalos Pachysentis sp. associados à intensa reação fibrótica em submucosa intestinal, além de digenéticos em associação à evidente fibrose dos ductos hepáticos. O nematoide Trypanoxyuris sp. foi encontrado parasitando bugios e um calitriquídeo. 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