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Dadas as diferentes trajetórias político-econômicas de seu desenvolvimento no mundo capitalista, observa-se que os Estados de Bem-Estar não são arranjos exclusivos de países capitalistas avançados, desenvolvidos e industrializados, mas também de países em desenvolvimento, sobretudo, países latino-americanos caraterizados por altos índices de informalidade e desigualdade. Ao priorizar o papel do Estado, o objetivo desse trabalho é verificar o impacto das capacidades estatais relacionadas à qualidade burocrática e ao alcance territorial das instituições estatais no arranjo dos regimes de bem-estar de 17 países latino-americanos, considerando 34 indicadores organizados em 6 dimensões de bem-estar das quais 5 são sugeridas pela literatura especializada e uma, capilaridade burocrática, proposta nesse trabalho. A fim de alcançar tal objetivo, optou-se por uma pesquisa descritiva com abordagem quantitativa e qualitativa, aplicando a análise de conglomerados para mapear países com sistemas de proteção social similares e, a partir da análise e interpretação dos resultados, identificar e descrever uma nova tipologia para os regimes de bem-estar da América Latina","abstract_html":"O Estado de Bem-Estar é um fenômeno histórico moderno introduzido por Estados-nações do século XIX. É uma consequência das transformações jurídicas, políticas e econômicas proporcionadas pela combinação de ideais liberais, conservadores e socialistas no século XVIII para assegurar condições socioeconômicas sustentáveis à manutenção da produção capitalista e necessárias aos projetos de desenvolvimento do próprio Estado. 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