{"id":{"repo_id":"brazil-uff","oai_identifier":"oai:app.uff.br:1/2415"},"canonical_url":"https://search.dev.ndltd.org/etd/brazil-uff/oai:app.uff.br:1/2415","repository":{"repo_id":"brazil-uff","name":"Brazil UFF","base_url":"https://app.uff.br/oai/request"},"display":{"title":"Percepções dos docentes avaliados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES): um estudo sobre o produtivismo acadêmico","abstract":"Após a crise do modelo fordista nos anos 1970, nas décadas seguintes – 1980 / 1990, uma série de recomendações preconizada pelos organismos financeiros multilaterais acarretou em reformas políticas e econômicas mundiais. Tratava-se de uma nova hegemonia do pensamento econômico liberal. Denominado neoliberalismo, ascendeu fortemente no Brasil nos anos de 1990. O gerencialismo, modelo de gestão baseado no neoliberalismo, chegava ao país através das reformas estatais da época que atingiram o setor público, submetendo-o aos moldes comércio-empresa e trazendo a tona conceitos como \"eficiência\" e \"produtividade\". A ideologia neoliberal avançou também na área acadêmica, bem como o gerencialismo ao adotar “ferramentas” da gestão empresarial no campo educacional. Transformar universidades em empresas induz a mercantilização da educação superior e a adoção de critérios quantitativistas para se avaliar o trabalho docente – bases do produtivismo acadêmico. Uma das consequências desse processo é que a qualidade da produção acadêmica é desconsiderada em prol da valorização da quantidade. A avaliação docente emana de diretrizes estatais por mediação do CNPq e da CAPES. Esta última avalia (ou regula) o trabalho docente ao mesmo tempo em que o fomenta. Neste trabalho, a pesquisa de campo, empregando um questionário e a entrevista como coleta de informações, foi utilizada como parte da metodologia proposta para cumprir o objetivo de identificar as percepções dos docentes sobre a avaliação que a CAPES realiza; visto seus repetitivos comentários quanto aos aspectos negativos dos critérios de avaliação que ela emprega. Como parte da conclusão, buscou-se sugerir, com base nas opiniões de diversos docentes de distintos cursos, melhorias para o processo de avaliação da CAPES","abstract_html":"Após a crise do modelo fordista nos anos 1970, nas décadas seguintes – 1980 / 1990, uma série de recomendações preconizada pelos organismos financeiros multilaterais acarretou em reformas políticas e econômicas mundiais. Tratava-se de uma nova hegemonia do pensamento econômico liberal. Denominado neoliberalismo, ascendeu fortemente no Brasil nos anos de 1990. O gerencialismo, modelo de gestão baseado no neoliberalismo, chegava ao país através das reformas estatais da época que atingiram o setor público, submetendo-o aos moldes comércio-empresa e trazendo a tona conceitos como &quot;eficiência&quot; e &quot;produtividade&quot;. A ideologia neoliberal avançou também na área acadêmica, bem como o gerencialismo ao adotar “ferramentas” da gestão empresarial no campo educacional. Transformar universidades em empresas induz a mercantilização da educação superior e a adoção de critérios quantitativistas para se avaliar o trabalho docente – bases do produtivismo acadêmico. Uma das consequências desse processo é que a qualidade da produção acadêmica é desconsiderada em prol da valorização da quantidade. A avaliação docente emana de diretrizes estatais por mediação do CNPq e da CAPES. Esta última avalia (ou regula) o trabalho docente ao mesmo tempo em que o fomenta. Neste trabalho, a pesquisa de campo, empregando um questionário e a entrevista como coleta de informações, foi utilizada como parte da metodologia proposta para cumprir o objetivo de identificar as percepções dos docentes sobre a avaliação que a CAPES realiza; visto seus repetitivos comentários quanto aos aspectos negativos dos critérios de avaliação que ela emprega. Como parte da conclusão, buscou-se sugerir, com base nas opiniões de diversos docentes de distintos cursos, melhorias para o processo de avaliação da CAPES","abstract_has_math":false,"creators":["Ferreira, Carla Guimarães"],"institution":null,"degree_name":null,"degree_level":null,"degree_discipline":null,"degree_department":null,"school":null,"contributors":[],"advisors":["Gurgel, Claudio Roberto Marques"],"committee_chairs":[],"committee_members":[],"year":2016,"date_issued":"2016","date_published":"2016","updated_at":"2026-07-27T19:00:59Z","subjects":[],"languages":["pt_BR"],"rights":["openAccess"],"rights_urls":[],"identifier_entries":[]},"links":{"outbound_url":"https://app.uff.br/riuff/handle/1/2415","outbound_label":"Repository record","outbound_source":"dc:identifier.uri"},"metadata_groups":[{"id":"people","label":"People","entries":[{"key":"dc:contributor.advisor","label":"Advisor","values":["Gurgel, Claudio Roberto Marques"]},{"key":"dc:creator","label":"Author","values":["Ferreira, Carla Guimarães"]}]},{"id":"academic_context","label":"Academic Context","entries":[{"key":"dc:date.accessioned","label":"Dc Date Accessioned","values":["2016-10-11T19:43:31Z"]},{"key":"dc:date.available","label":"Dc Date Available","values":["2016-10-11T19:43:31Z"]},{"key":"dc:date.issued","label":"Date","values":["2016"]},{"key":"dc:type","label":"Dc Type","values":["Dissertação"]}]},{"id":"language_rights","label":"Language and Rights","entries":[{"key":"dc:language.iso","label":"Language (ISO)","values":["pt_BR"]},{"key":"dc:rights","label":"Dc Rights","values":["openAccess"]}]},{"id":"identifiers","label":"Identifiers","entries":[{"key":"dc:identifier.uri","label":"Identifier URI","values":["https://app.uff.br/riuff/handle/1/2415"]}]},{"id":"additional","label":"Additional Metadata","entries":[{"key":"dc:description.abstract","label":"Abstract","values":["Após a crise do modelo fordista nos anos 1970, nas décadas seguintes – 1980 / 1990, uma série de recomendações preconizada pelos organismos financeiros multilaterais acarretou em reformas políticas e econômicas mundiais. Tratava-se de uma nova hegemonia do pensamento econômico liberal. Denominado neoliberalismo, ascendeu fortemente no Brasil nos anos de 1990. O gerencialismo, modelo de gestão baseado no neoliberalismo, chegava ao país através das reformas estatais da época que atingiram o setor público, submetendo-o aos moldes comércio-empresa e trazendo a tona conceitos como \"eficiência\" e \"produtividade\". A ideologia neoliberal avançou também na área acadêmica, bem como o gerencialismo ao adotar “ferramentas” da gestão empresarial no campo educacional. Transformar universidades em empresas induz a mercantilização da educação superior e a adoção de critérios quantitativistas para se avaliar o trabalho docente – bases do produtivismo acadêmico. Uma das consequências desse processo é que a qualidade da produção acadêmica é desconsiderada em prol da valorização da quantidade. A avaliação docente emana de diretrizes estatais por mediação do CNPq e da CAPES. Esta última avalia (ou regula) o trabalho docente ao mesmo tempo em que o fomenta. Neste trabalho, a pesquisa de campo, empregando um questionário e a entrevista como coleta de informações, foi utilizada como parte da metodologia proposta para cumprir o objetivo de identificar as percepções dos docentes sobre a avaliação que a CAPES realiza; visto seus repetitivos comentários quanto aos aspectos negativos dos critérios de avaliação que ela emprega. Como parte da conclusão, buscou-se sugerir, com base nas opiniões de diversos docentes de distintos cursos, melhorias para o processo de avaliação da CAPES"]},{"key":"dc:title","label":"Title","values":["Percepções dos docentes avaliados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES): um estudo sobre o produtivismo acadêmico"]}]}],"canonical_facts":{"dc:contributor.advisor":["Gurgel, Claudio Roberto Marques"],"dc:creator":["Ferreira, Carla Guimarães"],"dc:date.accessioned":["2016-10-11T19:43:31Z"],"dc:date.available":["2016-10-11T19:43:31Z"],"dc:date.issued":["2016"],"dc:description.abstract":["Após a crise do modelo fordista nos anos 1970, nas décadas seguintes – 1980 / 1990, uma série de recomendações preconizada pelos organismos financeiros multilaterais acarretou em reformas políticas e econômicas mundiais. Tratava-se de uma nova hegemonia do pensamento econômico liberal. Denominado neoliberalismo, ascendeu fortemente no Brasil nos anos de 1990. O gerencialismo, modelo de gestão baseado no neoliberalismo, chegava ao país através das reformas estatais da época que atingiram o setor público, submetendo-o aos moldes comércio-empresa e trazendo a tona conceitos como \"eficiência\" e \"produtividade\". A ideologia neoliberal avançou também na área acadêmica, bem como o gerencialismo ao adotar “ferramentas” da gestão empresarial no campo educacional. Transformar universidades em empresas induz a mercantilização da educação superior e a adoção de critérios quantitativistas para se avaliar o trabalho docente – bases do produtivismo acadêmico. Uma das consequências desse processo é que a qualidade da produção acadêmica é desconsiderada em prol da valorização da quantidade. A avaliação docente emana de diretrizes estatais por mediação do CNPq e da CAPES. Esta última avalia (ou regula) o trabalho docente ao mesmo tempo em que o fomenta. Neste trabalho, a pesquisa de campo, empregando um questionário e a entrevista como coleta de informações, foi utilizada como parte da metodologia proposta para cumprir o objetivo de identificar as percepções dos docentes sobre a avaliação que a CAPES realiza; visto seus repetitivos comentários quanto aos aspectos negativos dos critérios de avaliação que ela emprega. Como parte da conclusão, buscou-se sugerir, com base nas opiniões de diversos docentes de distintos cursos, melhorias para o processo de avaliação da CAPES"],"dc:identifier.uri":["https://app.uff.br/riuff/handle/1/2415"],"dc:language.iso":["pt_BR"],"dc:rights":["openAccess"],"dc:title":["Percepções dos docentes avaliados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES): um estudo sobre o produtivismo acadêmico"],"dc:type":["Dissertação"]},"updated_at":"2026-07-27T19:00:59Z"}