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Na verdade, a história aponta que não raras vezes, independente do tipo adotado, a legitimidade e a lisura do sistema eleitoral restaram comprometidas. Por fim, também é recorrente porque esse debate não se limita nem se esgota no palco de jurisdição brasileiro, demais países pensaram e ainda pensam na melhor forma de coibir a corrupção. Mas o centro do estudo não são os modelos de financiamento, não é nem sequer o estudo comparado da forma adotada pelas demais democracias tomada como parâmetro para compreender melhor o nosso sistema. O protagonista, aqui, é a necessidade de verificação efetiva dos valores gastos e recebidos nas campanhas. Para se democratizar a democracia é imprescindível aprimorar os mecanismos de controle e a limitação da influência do dinheiro sobre a política. Fazê-lo, sem dúvidas, é um dos maiores desafios dos legisladores, juristas e doutrinadores contemporâneos. 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