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A quantidade gerada e a possibilidade de causar impactos ambientais, associadas a regulamentações ambientais mais restritivas, reforçam a importância de um gerenciamento de resíduos adequado e que considere as restrições logísticas e regulamentares impostas pelo cenário offshore. Neste contexto, busca-se analisar e comparar alternativas para tratamento e destinação de resíduos gerados pelas atividades de perfuração marítimas no Brasil. Até 2018 não havia uma regulamentação unificada para este tema no país, o que mudou com a publicação da IN 01/2018 pelo IBAMA, que se encontra suspensa até o momento da publicação deste estudo. Neste contexto, o presente estudo apresenta uma análise global das opções tecnológicas para tratamento e destinação final de resíduos das atividades de perfuração. Para a análise quantitativa, são definidos cenários levando em conta a revisão tecnológica realizada, a legislação vigente e panorama legislatório futuro. Sendo assim, foram criados os seguintes cenários: (i) Cenário Base – refletindo as práticas correntes das operadoras no Brasil, com descarte no Mar e retorno de no máximo 5% do cascalho para a terra –, (ii) Cenário Base + Descarte Zero no Mar da Fase Reservatório e (iii) Descarte Zero no Mar de Todo o Cascalho. Para a comparação entre cenários, foram selecionados os indicadores de Intensidade de Consumo de Energia (ICE, unidade de energia por unidade de massa de cascalho produzido), Intensidade de Consumo de Combustível (ICC) e Intensidade de Gases de Efeito Estufa (IGEE, correspondente à massa de CO2 emitido por massa de cascalho produzido). Com base nas simulações realizadas, os impactos da mudança na gestão do fluido e do cascalho gerado nas perfurações marítimas são mensuráveis, implicando em alterações no consumo de energia, emissões de Gases de Efeito Estufa. As opções de tornar obrigatório o transporte do cascalho para terra, seja a parte do cascalho oriundo da fase de reservatório seja a proibição de todo e qualquer descarte de cascalho no mar geram consumo de energia e emissões de gases de efeito estufa consideravelmente maiores e de forma menos eficiente do que os gerados no tratamento embarcado.","abstract_html":"Atividades de perfuração são comuns e recorrentes em projetos de exploração e produção de petróleo e gás. Estas atividades têm o potencial de gerar diversos resíduos, especialmente fluidos e cascalhos de perfuração. Cascalhos são os fragmentos de rocha produzidas pela ação da broca de perfuração enquanto os fluidos de perfuração são formulações utilizadas como suporte nesta atividade. 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