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Os processos e práticas científicas pautadas na e-Science têm como foco o uso e reuso dos dados de pesquisa. Tal movimento provocou alterações na geração, acesso e uso de publicações científicas, e avança para o uso intensivo de dados científicos como produto primário de pesquisa. As investigações científicas pressupõem que a utilização de dados oriundos de pesquisa como fonte primária do processo investigativo, por meio da dinâmica da gestão, uso, reúso e reprodutibilidade dos dados científicos, possibilitará a pesquisa científica impulsionar e gerar inovações científicas, beneficiando, assim, a sociedade e a economia. Contudo, as dimensões políticas, normativas e legais dos dados não podem ser ignoradas, uma vez que são bens intelectuais advindos do processo criativo, científico e cultural. Assim, o reuso, compartilhamento e acesso a dados de pesquisa criam a ideia e ilusão de que qualquer dado pode ser exposto e compartilhado. Por conta disso, a decisão sobre acesso aos dados de pesquisa tem que vir por meio de políticas estruturadas. Para tanto, foram analisadas 80 políticas de dados de universidades do Reino Unido. Observou-se que as políticas possuíam informações sobre o plano de gestão de dados, propriedade intelectual, ética na pesquisa e preservação de dados. Conclui-se que é necessário conjugar esforços para a elaboração e a aprovação das políticas institucionais de dados de pesquisa, principalmente no que diz respeito ao acesso aos dados de pesquisa, tão importantes para a perpetuação dos registros e a confiabilidade dos mesmos.","abstract_html":"O presente trabalho analisou o teor das políticas institucionais de dados de pesquisa no Brasil e no Reino Unido de identificar elementos essenciais que devem ser consideradas no momento da elaboração de uma política institucional de dados de pesquisa nas universidades públicas brasileiras. 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