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Parte da constatação de que as demandas de encaminhamento que chegam ao CT por parte da escola são muitas vezes entendidas de forma isolada e individualizada, sem levar em conta outras esferas nas quais os adolescentes estão inseridos. Ao entrarem em cena questões que envolvem a vulnerabilidade social/familiar, a escola se sente despreparada para trabalhar com o que identifica não pertencer ao campo pedagógico. A cultura da medicalização e dos “especialismos” que tem se disseminado, chega também à escola. Desta forma, a marginalização juvenil e a judicialização também se fazem presentes na escola, pois é ali que esses jovens/adolescentes passam a maior parte do tempo. Recorrendo à psicanálise, esta dissertação busca alargar a compreensão do mal- estar instalado entre a escola e o CT diante dos adolescentes que não respondem da forma esperada. Na contramão de propostas universalizantes, propõe-se aqui operar uma escuta a fim de verificar a que e a quem esses atos cometidos dentro da escola se referem, o que poderia modificar o olhar sobre a atuação do psicólogo no CT e sobre as práticas desta instituição. A proposta desta pesquisa-intervenção é acompanhar alguns casos de adolescentes encaminhados pela escola ao CT através de entrevistas com o adolescente e os familiares, visitas à escola e reuniões com a equipe pedagógica","abstract_html":"Esta pesquisa tem como objetivo discutir e problematizar as demandas que se apresentam ao conselho tutelar de Itaboraí/RJ pela escola, nas quais adolescentes são descritos como os “responsáveis” por conflitos e desordem no âmbito escolar. Pretende também, a partir de uma leitura pautada na psicanálise e em autores das ciências sociais, questionar a atuação do psicólogo no conselho tutelar (CT) frente a tais demandas. Parte da constatação de que as demandas de encaminhamento que chegam ao CT por parte da escola são muitas vezes entendidas de forma isolada e individualizada, sem levar em conta outras esferas nas quais os adolescentes estão inseridos. Ao entrarem em cena questões que envolvem a vulnerabilidade social/familiar, a escola se sente despreparada para trabalhar com o que identifica não pertencer ao campo pedagógico. A cultura da medicalização e dos “especialismos” que tem se disseminado, chega também à escola. Desta forma, a marginalização juvenil e a judicialização também se fazem presentes na escola, pois é ali que esses jovens/adolescentes passam a maior parte do tempo. Recorrendo à psicanálise, esta dissertação busca alargar a compreensão do mal- estar instalado entre a escola e o CT diante dos adolescentes que não respondem da forma esperada. Na contramão de propostas universalizantes, propõe-se aqui operar uma escuta a fim de verificar a que e a quem esses atos cometidos dentro da escola se referem, o que poderia modificar o olhar sobre a atuação do psicólogo no CT e sobre as práticas desta instituição. 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