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Dessa forma, caracterizam-se por ser uma maneira menos burocrática de investimento, que possibilita maior diversificação e menor capital inicial para se investir em ativos imobiliários. Dado esse cenário de franca expansão dos FIIs, há uma necessidade de guiar os investimentos segundo uma metodologia que possa otimizar a alocação do portfólio. Diante disso, o trabalho em questão desenvolve uma ferramenta que busca construir carteiras mensais compostas por FIIs segundo a clássica Teoria Moderna de Portfólio, proposta por Markowitz, que estabelece a priorização de fundos com base na relação risco-retorno dos mesmos, estabelecendo uma fronteira eficiente com as melhores carteiras entre janeiro de 2018 e junho de 2019. A ferramenta resultante do trabalho permite ao usuário estabelecer as condições de contorno para a carteira que se deseja obter, incluindo quantidade de períodos que comporão a base histórica e o mês que se deseja aplicar a carteira prática. Os resultados obtidos mostram que comportamentos específicos dos FIIs, especialmente o alto coeficiente de correlação entre os fundos, direcionam as carteiras ideais geradas para ganhos pouco representativos comparados com o IFIX, o índice que corresponde ao comportamento dos FIIs, embora ainda seja possível utilizar o modelo. Em contrapartida, retornos superiores à alguns FIIs conhecidos como FoFs, que investem em outros fundos, puderam ser observados, corroborando a validade do estudo","abstract_html":"A recuperação do cenário econômico do país e as recentes quedas da taxa de juros observadas no final de 2019 para um patamar mínimo histórico têm levado diversos investidores a migrar da renda fixa para a renda variável. 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