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De fato, segundo Reinhart e Rogo (2004) [2], pelo histórico de inadimplência do Brasil argumenta-se que o país, para atrair capital estrangeiro, deveria oferecer uma taxa de juros mais elevada do que a de economias semelhantes. Neste trabalho, o propósito foi medir a performance do Brasil em comparação aos demais países em desenvolvimento quanto à taxa de juros reais praticada pelo Banco Central de cada país, entre 2007 e 2015, associada a diferentes níveis de risco, e, para fins de comparação, foram utilizados os métodos de Análise Envoltória de Dados (DEA), Análise da Fronteira Estocástica (SFA) e Regressão Quantílica (proposta por Landajo et al. (2008) [3]). Foi visto que, dos países em análise, o Brasil é o que apresenta a segunda maior taxa de juros reais média, apesar de não ser considerado um dos países mais arriscados, e, baseando-se nos resultados encontrados através da implementação dessas metodologias, verificou-se que ele ocupa a primeira posição do ranking, independente do método utilizado, o que comprova que, de fato, a taxa de juros reais praticada pelo Banco Central do Brasil é relativamente alta quando comparada à dos demais países de economia semelhante","abstract_html":"A política da taxa de juros praticada pelo Banco Central do Brasil é amplamente discutida devido ao fato de ser considerada relativamente alta em comparação a outros países de economia em desenvolvimento, mesmo com a adoção do regime de metas de inflação, em 1999, com o propósito de orientar a política monetária do país. 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