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Adotou-se como referencial teórico a criminologia crítica e a perspectiva feminista para compreender quais implicações a vulnerabilidade de gênero acarreta para a incidência do poder punitivo sobre as mulheres, bem como o caráter estrutural-funcional seletivo do sistema penal, criminalizando os indivíduos marginalizados. Ainda, buscou-se confrontar as funções oficiais (declaradas) do modelo proibicionista com suas funções latentes, paralelamente ao papel do cárcere de reprodução da estrutura social verticalizada e patriarcal no sistema capitalista. A metodologia utilizada foi a revisão bibliográfica em conjunto com a análise de estatísticas e dados oficiais.","abstract_html":"Este trabalho visa compreender o impacto da política proibicionista de repressão às drogas no crescente encarceramento feminino nos últimos anos no Brasil. Atualmente, 60% das mulheres presas no país respondem por algum crime relacionado ao tráfico de drogas. 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